20 outubro, 2006

O Velho e o Mar

"Ao lado da sua cigarreira de parta, colocada numa mesinha de apoio, o livro o Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Pela posição do separador, o velho deve ter passado o dia inteiro entretido com a leitura."
In Paralelo 75, pág. 123
O Velho e o Mar é uma novela de Ernest Hemingway escrita em Cuba em 1952. Conta a história de um velho pescador que luta com um gigante peixe-espada em alto mar por entre a Corrente do Golfo. Para além de ser um dos romances mais conhecidos de Hemingway é também dos livros mais citados por outros escritores nas suas obras. Hemingway foi prémio Nobel em 1954.

9 comentários:

Minerva McGonagall disse...

Li esse livro quando tinha 13 anos. Sinceramente, na altura não apreciei. Achei muito, mas muito chato mesmo. Mas tenho ideia que provavelmente era nova de mais para gostar. Tenho de voltar a pegar nele, para ver se mudo de opinião.
Por outro lado, há uns 4 anos tentei ler outro livro dele e não consegui acabar. Esse era mesmo intragável!

Sandra B. disse...

Eu antes achava que um escritor ser prémio Nobel não significava que eu pudesse apreciar sua leitura!
De qualquer forma, depois de Saramago e do "Memorial do Convento" (que só me faltam dois capitulos para terminar e estou a adorar) acho que um dia destes vou tentar ler este livro!
Além disso nunca li nada de Ernest Hemingway e a história parece-me interessante!

Jazzoesfera disse...

Eu já li o livro "O Velho e o Mar" e gostei bastante, acho um livro excelente.
De certa maneira consigo encontrar algumas analogias entre o "paralelo 75" e o "Velho e o Mar". Não sei se não terá sido intencional a referência a este livro.

Laranjinha disse...

Que analogias encontras entre estes dois livros?

Jazzoesfera disse...

Acho algumas situações semelhantes, os dois estão a lutar pela sobrevivência e rencontram-se com o passado.

Laranja com Canela disse...

Não vejo a personagem do Sr. Engenheiro a lutar pela sua vida, pela sua sobrevivência. Estão em situações de vida diferentes, o velho pescador esteve em alto mar, vários dias, com uma determinação de ferro de conseguir pescar aquele peixe "gigante", com o qual travou uma luta, à partida desigual.
O Sr. Engenheiro procura reviver em África o seu mundo perdido, que apenas pode recordar. Também trava uma luta desigual, mas com a doença, que até ao momento, pelo livro, a personagem já aceitou, ou tem consciência da inevitabilidade da sua situação. Confesso que também ainda não acabei de ler o livro.

Jazzoesfera disse...

Laranjinha, acho que quando acabares de ler o livro vais perceber.
O Sr. Engenheiro à uma altura em que começa a pensar que está curado e faz planos para o futuro.
De qualquer maneira eu falei nas semelhanças entre os dois livros não é que as personagens tenham histórias e objectivos semelhantes, mas sim em todo o contexto do livro.
O facto da narrativa se centrar na história de vida de uma personagem que está doente, recorde-se que também o velho (o Velho e do Mar) tinha uma doença fatal que lhe roubaria a vida em pouco tempo, e que mesmo assim partiu para o mar, ignorando e silenciando destino mais ou menos marcado.
Acho que ambos os livros dão um exemplo da determinação a que o Homem chega para fazer face a algumas situações da vida menos boas.

Mas é só uma opnião.

Jazzoesfera disse...

desculpem "Opinião"

Professor disse...

"O Velho e o Mar". Gosto de livros pouco volumosos e este não só por isso mas também, já o livários vezes. E comovo-me sempre!
Também gosto de "postes" curtos nos blogues. Lêem-se bem e, a maior parte das vezes, até são mais esclarecedores.
A Guerra e a Paz, por exemplo, ando a lê-lo há mais de dez anos. Nem sei se vou acabá-lo.