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13 maio, 2007

Foi assim...


Depois de alguns percalços… Lá nos sentamos todos à volta de uma mesa na esplanada da cafetaria do Museu do Teatro. A conversa com José Luís Peixoto decorreu ao sabor de chá de morango e camomila. Foi uma manhã deliciosa, tal como a Laranjinha descreveu a escrita do Cemitério de Pianos. A opinião foi unânime ficamos rendidos ao bom humor, simpatia e simplicidade de José Luís Peixoto.

Não vou contar pormenores da conversa, isso é a recompensa para quem foi ao encontro. Posso revelar apenas os gostos e sugestões literárias do nosso escritor:

- O auto dos danados de António Lobo Antunes;
- A luz em Agosto de William Faulkner.

Para a leitura do próximo mês José Luís Peixoto sugeriu e nós aceitamos Manuel da Silva Ramos e o Sol da Meia-noite.

Agradecemos a José Luís Peixoto a sua disponibilidade e simpatia.

Boas leituras!

10 maio, 2007

Profissional


"E os instantes frágeis em que o afinador acertava a sua pequena chave de prata e apertava ou distendias as cordas"
Para quem precisar, aqui fica o contacto de um afinador de pianos. Dever ser um profissão bem gira!

08 maio, 2007

Francisco Lázaro

Francisco Lázaro foi o primeiro português a correr numa maratona nos Jogos Olímpicos. Foi em 1912, em Estocolmo. Morreu vítima de insolação.

Sobre Francisco Lázaro e os Jogos Olímpicos, ver aqui as notas do autor.

O Tempo

«O tempo desloca-se dentro de si próprio movido pela angústia e pelo desejo. O tempo não tem vontade, tem instinto. O tempo é menos que um animal a correr. Não pensa para onde vai.»

Regras de Etiqueta

“(...) apesar de se ter rido quando eu fiquei a olhar para os talheres de jantar sem saber o que fazer...”

Para dúvidas sobre como se comportar à mesa aqui fica algumas dicas.

06 maio, 2007

Romances de Amor ...

Maria tinha a paixão pela leitura de romances de amor. Escondia-se no cemitério de pianos e passava algumas tardes a saborear os romances.

«Formavam colecções que tinham nomes de mulher: Sabrina, Bianca, Júlia. »

Tenho ideia, da minha infância, que estes romances fizeram furor junto do público feminino, talvez nos finais dos anos 70. Devem ter feito sonhar muita gente. Estes romances e as fotonovelas.

Modas

"Raparigas levavam alcofas de fazer mandados no ângulo do braço e desviavam o rosto corado quando passavam à porta dos cafés."

Lembro de quando era miúda a minha avó usar alcofas para ir as compras. Qual não é o meu espanto que 28 anos depois descubro que estão novamente na moda e não só para ir as compras mas para usar no dia a dia. Como diria o Pessa, e esta hem...
A imagem foi gentilmente roubada no http://dinaladina.blogspot.com/ .

04 maio, 2007

Simpático

"(...) olhavam-no de boca aberta, com sorrisos de poucos dentes."

Mais simpático do que lhe chamar desdentado.

03 maio, 2007

José Luís Peixoto

Ontem no Pessoal... e Transmissível, Carlos Vaz Marques esteve à conversa com José Luís Peixoto, para quem não ouviu aqui fica o link.

É agora!


"- Acorda! Rebentaram-me as águas."

Segundo consta é a partir deste momento que os homens se sentem em desespero e uns verdadeiros inúteis. Já ouvi as histórias mais incrivéis. O pai desmaia, não sabe do carro, não se lembra do que é preciso levar para o hospital, vai aos berros com toda a gente que se lhe atravesse a frente até à maternidade. Depois nasce a criança e ainda não percebi se o ar com que ficam é mesmo de felicidade ou de alívio!
Este post é dedicado à Jazzoesfera que daqui a dois meses vai poder explicar melhor este stress paterno.

01 maio, 2007

Uma carta de amor ...

«No cemitério de pianos, durante as tardes inteiras de uma semana, escrevi e rasguei, e escrevi de novo, e rasguei de novo, e escrevi de novo a carta onde dizia uma parte daquilo que sentia por ela. Podiam passar-se horas no tempo que demorava a escolher uma palavra.»

Um destes dias na televisão o psicólogo Eduardo Sá referiu que nenhum aluno deveria entrar na faculdade se não tivesse já escrito uma carta de amor. Curioso não é?

Deste excerto gosto do cuidado que o personagem tem na escolha das palavras certas para exprimir o que sente.

A história ...

Uma oficina. Um cemitério de pianos. Um tio e um sobrinho. Uma família. Um amor ...

A família

Francisco, Simão, Maria, Marta, Elisa, Hermes e Íris.

30 abril, 2007

Frase

"Eu tinha acabado de morrer."

Será o fim?

"Às nove horas da noite, o telefone tocou. O telefone tocou durante um momento, que foi muito longo, porque ninguém o queria atender, porque todos tinham medo de o atender..."

Agora quase ninguém tem telefone fixo, o velho som do telefone a tocar e a correria para o atender está a acabar. Nos dias de hoje cada um tem o seu telemóvel, quando toca sabemos, na maioria das vezes, quem é. Sabemos que é para nós. Tornou-se um objecto muito pessoal. Ainda me lembro de a minha família ser a única com telefone em casa e as vizinhas irem lá pedir para fazer um telefonema.
Mudam-se os tempos mudam-se os telefones.

29 abril, 2007

Cemitério de Pianos

«O meu pai morreu longe de minha mãe, exausto, no mesmo dia em que nasci.»

Em Cemitério de Pianos somos conduzidos pela voz do narrador que nos apresenta a sua família, num registo passado/presente, ou seja antes e depois da sua morte.

A escrita de José Luís Peixoto é deliciosa. Deliciosa. Quem ainda não começou a ler, corra a uma livraria, já!