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07 junho, 2007

Licor Chinês

«Lisabeth deixou-os assim ... Virou costas e (...) foi comprar na Rua da Palma uma garrafa chinesa de licor esverdeado (wuzhou ma zong she jiu) com um lagarto lá dentro (...)»

Ainda me lembro da primeira vez que vi, num restaurante chinês, este licor. Confesso que me fez uma certa impressão ver o lagarto lá dentro, mas acabei por provar.

29 maio, 2007

Porque será?

«Portugal é um país de cegos e diabéticos ...»

Morrer sem dor nem sofrimento ...

«Não desejam secretamente os Portugueses morrer de um momento para o outro? Sem dor, sem castigo? Sem remorso ao cimo duma calçada?»

Quando penso na morte, penso que gostaria de manter a minha dignidade até ao fim. Sem dor. Sem sofrimento. Sem pesos na alma. É talvez a maneira de morrer ideal.

Ginginha Rubi

"E não tardei a entrar na Ginginha Rubi ..."

26 maio, 2007

Manias

"Não se muda o mundo com uma reynolds..."


Conheço várias pessoas que escrevem sempre com a mesma marca de canetas, como a bic ou mais modernas, como as canetas de gel. Como um talismã, não largam aquela marca. Pessoalmente só escrevo com canetas reynolds e quando chegam ao fim guardo-as numa caixa... Manias!

22 maio, 2007

Mário de Sá Carneiro

" Rapidamente me sentei ao seu lado direito e lhe falei da poesia e da gordura de Mário de Sá Carneiro... O meu poeta preferido..."




Último soneto


Que rosas fugitivas foste ali:
Requeriam-te os tapetes – e vieste...
– Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.


Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste –
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...


Pensei que fosse o meu o teu cansaço –
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...


E fugiste... Que importa ? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...


Paris - dezembro 1915


Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim
2001

20 maio, 2007

Manuel Da Silva Ramos

Aqui fica a apresentação do nosso autor retirado do blogue :

http://contosparaajuventude.blogspot.com/



Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com "Os Três Seios de Novélia". Publica três livros em parceria com Alface: "Os Lusíadas" (1977), "As Noites Brancas do Papa Negro" (1982) e "Beijinhos" (1996). Volta definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura.

Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso".

Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.

Cidade maravilhosa...





"Irene, a minha jovem amante espanhola, tinha partido definitivamente para Barcelona, à la sauvette, pretextando uma trombose dum pai alcoólico."