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08 setembro, 2008

Foi mais ou menos assim...


Mais um encontro… depois do silêncio das férias, era inevitável que este encontro fosse bastante animado. Desde já pedimos desculpa aos clientes da simpática esplanada da Cafetaria Quadrante do BBC, pelo barulho que fizemos. Mas teve de ser, os livros que lemos, os filmes, as viagens e claro como não podia deixar de ser, o nosso olhar sobre a sociedade onde nos mexemos, obrigou a conversas cruzadas, sobrepostas e por vezes ao aumento de volume.

Fica aqui um breve resumo do que se disse em relação ao que mais nos interessa ou pelo menos ao que nos une:

Lemos este Verão o livro do Luís Alves Milheiro, Um café com sabor diferente, com a presença do autor, ficou esclarecido que os contos eram mesmo ficção e não autobiográficos, que existe um grande orgulho em viver em Almada e um gostinho pelo contar de histórias. Novo livro na forja, aguardamos com curiosidade.

Outras leituras:

Não posso deixar de falar de um dos livros que mais gostei este Verão, O comboio nocturno para Lisboa de Pascal Mercier, adorei o livro, fez-me passear pelas ruas de Lisboa com um olhar mais atento. Uma história de Amor de Nicole Krauss, outra leitura seleccionada para a praia, desengane-se que procura uma história de amor levezinha, o livro é bem mais complexo que o seu título. Depois destas obras-primas refugiei-me nos Pilares da Terra de Ken Follet de quem só tinha lido um lugar chamado liberdade. Apesar de não ter ido de férias foi um Verão muito bem passado.

Quanto à Laranjinha trouxe-nos com o entusiasmo a que já nos habituamos o livro, A Última Aula de Randy Pausch, ao que nos contou o livro aponta para uma filosofia de vida que deveríamos todos seguir, a começar pelo nosso governo. Outra das leituras que nos falou foi o livro de viagens de Clara Pinto Correia – A outros caminhos de mundo, que melhor companhia para uma viagem que um livro de viagens?

Outro título de que se falou foi o Eclipse da Stephenie Meyer quem segue o Avada Kedavra já percebeu que a Minerva é fã desta autora, mas segundo ela, não vou gostar deste livro porque entra no género dos Harry Potter, não faz de facto o meu género, mas daí a não gostar ainda vai uma grande distância.

Quanto ao nosso repórter de serviço, leu o Bilhete para a Violência de Luís Alves Milheiro, e começou a ler Nos passos de Magalhães de Gonçalo Cadilhe, numa jogada de antecipação.

Luís Eme, no meio de tanta conversa cruzada, não me lembro do que andaste a ler, esclarece-nos sff.

Depois desta conversa toda, seguimos para a exposição Desenhos dos escritores, onde concluímos ser injusto uns terem tanto talento, escreverem, pintarem, cantarem, dançarem, e outros não terem jeito para quase nada. Outras grande constatação é que em relação ao Museu Berardo o provérbio “muita parra e pouca uva” encaixa na perfeição.

Este mês vamos ler Nos passos de Magalhães de Gonçalo Cadilhe.

P.S: onde andaste Dancing Kid, sentimos a tua falta.

Boas leituras.





26 junho, 2008

Sugestão de filme


“(…) Dito que assentava que nem uma luva na relação tempestuosa entre Tiago e Madalena Iglésias durante a meia dúzia de meses em que partilharam as suas vidas nos circuitos universitários da Capital Espanhola.”

Pág. 19

Lembrei-me dum filme que adorei – a Residência Espanhola, responsável pela minha viagem a Barcelona.

Aqui fica um cheirinho:

“Xavier, um jovem estudante francês no programa Erasmus, aluga um apartamento na baixa de Barcelona. Com ele, partilham esta casa outros estudantes, provenientes de vários países Europeus: um rapaz italiano, uma inglesa, um jovem dinamarquês, uma jovem mulher belga, um alemão e uma rapariga da Andaluzia. Apesar das suas diferenças aparentes, os jovens começam a conhecer-se melhor com o tempo e, juntos, vão embarcar numa série de aventuras que vão mudar o rumo das suas vidas.”

24 junho, 2008

Títulos

Os títulos da 1ª parte:

Fábrica de Pessoas
O vendedor de Sonhos
Um amor Impossível
Don Quixote da Caparica
O Falso Parvo
Tempo de Partir
O Matador de Vacas de Cacilhas
O Comboio dos Sonhos
O Fazedor de Filmes
Em Cada Rosto Um Alentejano
O Efeito de Arquimedes
Sonhos Cor de Água
O Actor Taborda



Gosto de títulos. Muitas vezes são motivo para comprar um livro, assim como a capa, o tipo de papel e a mancha gráfica. Agora o que me irrita e me desmotiva por completo quando estou a ler um livro é descobrir erros. Aconteceu-me recentemente no livro Amar de Novo da Doris Lessing, tinha tantos erros que a dada altura comecei a contá-los, no fim tinha contado perto de cem erros…

23 junho, 2008

Fábrica de Pessoas

Fábrica de Pessoas é o primeiro conto do livro Um Café com Sabor Diferente que agora estamos a ler no À Volta das Letras.

Neste primeiro conto, Luís Alves Milheiro apresenta-nos um escritor, que a convite da professora de português da sua filha Patrícia, resolve participar num dos ciclos literários organizados na escola Fernão Mendes Pinto, antes das férias da Páscoa. Aí, é confrontado com um conjunto de questões que o ajudam a olhar para a sua própria vida e para a relação que tem com os seus filhos. Ao contrário do que pensava, a sua filha não conhecia a sua obra. Não tinha lido um único livro seu.

O diálogo começou com uma das adolescentes a perguntar: «Queria saber o que se sente quando se escreve um livro»?

E quando se termina? E quando faltam as ideias e não se sabe que caminho dar às personagens? Ou cada história antes de começar a ser escrita já tem um esqueleto com cabeça, tronco e membros?

Gostava de acompanhar o dia-a-dia de um escritor. Que leituras fará antes de começar a escrever? Como se organizará? Que rotinas? Como escolhe os livros que lê?

Às vezes tenho a ideia que os escritores são quase seres fantásticos. Que lêem livros e livros, que trazem no bolso, logo à mão, o seu bloco de notas para anotar momentos, situações, pequenos nadas do dia-a-dia, são organizados, metódicos e têm a capacidade de trabalhar as palavras como ninguém. «Os escritores são uma espécie de fábrica de pessoas». p. 19

Estamos a ler,


Um café com sabor diferente, este título dava um bom nome para as nossas tertúlias mensais.

Um livro de estórias sobre pessoas e lugares. As personagens são tão reais que algumas parecem pertencer ao meu círculo de amigos e conhecidos.

Sobre Luís Alves Milheiro:

É natural das Caldas da Rainha, actualmente reside em Almada. Jornalista de profissão. Autor de vários livros:

- Bilhete para a violência (1995);
- Desenhos humanos – entrevistas (1999);
- Almada e a resistência antifascista – ensaio (2000);
- Campo de sonhos – crónicas (2000);
- Flores para uma bicha-solitária – teatro (2002);
- 1999, O ano do regresso do Marquês – teatro (2002);
- Abril sonhos mil – poemas (2004);

Ainda tem tempo para escrever nos blogues: Casario do Gingal, Viagens pelo Oeste, Largo da Memória.