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20 junho, 2010

Mês cruel

Saramago e João Aguiar, dois dos escritores preferidos do à volta das letras morreram no mês de Junho, para o próximo ano deveríamos prestar-lhes uma homenagem lendo alguns dos livros deles... Que acham?

Tristes

"A morte serva para que possamos continuar a viver"

Citação de Saramgo usada na capa do jornal i deste fim de semana. 

24 janeiro, 2009

Olá olá,


após uma curta ausência, aqui estamos, cheios de vontade de continuar a ler e acima de tudo de falar sobre livros.

Continuamos com o Mau tempo no canal de Vitorino Nemésio e em breve teremos mais um encontro. Confesso que já sinto falta das nossas conversas. Apetecia-me inaugurar este novo ano com um jantar seguido de uma ida ao teatro ou ao cinema, ou melhor, primeiro o teatro e depois o jantar assim podemos alongar a conversa.

Que me dizem?
Foto retirada do Flickr




23 dezembro, 2008

É Natal, é Natal!!!

O À Volta das Letras deseja a todos um Natal muito feliz e cheio de boas leituras com uma lareira a servir de apoio.

02 novembro, 2008

A revista Ler

do mês de Outubro fala sobre o novo livro de Miguel Esteves Cardoso, aqui ficam alguns excertos para abrir o apetite:

“E honestos porque Miguel Esteves Cardoso obedece apenas a uma critério essencial: escrever o que lhe passa pelo estômago, sem cedências politicamente correctas.”

“Qualquer que seja o pretexto, Miguel Esteves Cardoso nunca escreve em lume brando.”

“Neste livro, os portugueses sentam-se à mesa, na companhia de um espelho desses bem grandes. E o resultado não desilude. Somos assim. Gastronomicamente assim.”

09 setembro, 2008

Bom dia.




INVEJOSA 05.09.2008 00.56H


Para os leitores do Destak jornal, e não da edição online, aqui fica uma das "pérolas" que alguns aí escrevem a coberto do anonimato. Este é um exemplo do ódio que circula por este País, entre gente muito diversa. Alguém perdeu o seu tempo precioso para escrever injúrias que ultrapassam em muito o facto de gostar ou não da escrita de uma mera cronista do Destak.
Quem é o ser humano que ataca outro afirmando que as suas opiniões são anormais (sobre os erros ortográficos nem vale a pena falar) porque sofreu um AVC? O Destak é um "jornaleco da PIDE"? Como é possível usar da liberdade de imprensa garantida pela Revolução para insultar sem saber sequer o significado das palavras? Se a PIDE existisse o senhor ou senhora que destilou este ódio não o poderia fazer, mas claro, ele ou ela não fazem ideia do que dizem ou escrevem! E, claro, não podia faltar o ataque sexista, a tentativa de rebaixar a cronista, porque é sempre possível utilizar afirmações de carácter sexual quando se trata de uma mulher.
Porque perco tempo com este assunto? Porque basta andar na rua e ouvir a linguagem que muitos utilizam e que há anos atrás era impensável. Porque Portugal atravessa uma grave crise económica mas a verdadeira crise é muito mais grave: é uma carência de valores, de noção de ética e de respeito.


Luisa Castel-Branco”


Hoje de manhã, na minha habitual viagem de comboio despertou-me a atenção a crónica da Luísa Castel-Branco. Não tenho nenhuma opinião formada sobre a senhora em questão, não li nada dela, mas reconheço-a como uma figura de peso da nossa televisão e da comunicação social.

Depois de ler o texto acima exposto fiquei com vontade de ler mais alguma coisa dela ou pelo menos estar atenta as crónicas que escreve no Destak. Isto porque, ela não só teve coragem de colocar o bonito comentário que podem ler em cima como lhe respondeu muito bem. Esta crónica deixou-me a pensar o resto da viagem.

Este assunto não tem a ver propriamente com o livro que andamos a ler, mas sim com o livro A Última Aula de que se falou no último encontro. Não andaremos nós a perder demasiado tempo a dizer mal, a criticar sem fundamento apenas pelo prazer de chatear o próximo? Não andamos muito tempo de cara zangada com problemas sem grande importância? Não andamos a gastar a nossa energia com coisas desnecessárias?

E a falta de educação? Quem trabalha com o público passa todos os dias um tormento mas não é por isso que se torna uma pessoa melhor, pelo contrário. Parece uma bola de neve. O senhor do autocarro foi mal-educado? Vingo-me na senhora do café ou no senhor do quiosque das revistas… Que exemplo damos aos nossos filhos se nem os bons dias damos à pessoa que está à nossa frente?


Inspirada pelo livro "A última aula" e com a preocupação de querer um mundo melhor lanço aqui um desafio. Vamos tentar ser melhores pessoas, não se exige grandes medidas, apenas um esforço mínimo como dizer sempre os bons dias acompanhado por um sorriso, responder com delicadeza a um mal disposto e porque não dar o nosso lugar a uma pessoa mais velha no autocarro ou deixar passar o taxista mesmo que este não tenha prioridade.

Até já. :)



29 agosto, 2008

Estamos de volta...

Agora que o Verão está a dar as últimas e que a vidinha volta ao normal, o À Volta das Letras também volta as suas rotinas.



Lemos durante este periodo Um café com sabor diferente de Luis Eme e estamos a ler nos Passos de Magalhães de Gonçalo Cadilhe, tal como tinha sido combinado.


O primeiro encontro do À Volta das Letras está agendado para 6 de Setembro (ainda sujeito a confirmação) será em Almada, a terra de Luis Eme.




Para já ficamos por aqui.




Boas Leituras!

10 junho, 2008

Dois anos,


pois é, passaram mesmo 2 anos! Foi na Feira do Livro que se decidiu o nome para o nosso blogue ou clube de leitura on line ou simplesmente para um grupo de jovens amigos que gosta de ler e de conversar.


A única promessa que fizemos é que só daríamos como terminado este blogue quando ninguém aparecesse aos nossos encontros de Domingo, até hoje ainda não aconteceu. Por isso com mais ou menos ritmo lá vamos indo a caminho dos três anos.


Pelo caminho trouxemos, novos livros, novos autores, conversas agradáveis, com escritores, leitores, curiosos, amigos... momentos de desânimo seguidos de alegrias.


Por isso meus amigos, hoje temos jantar de comemoração e amanhã dia 11/06 é o 1º dia do terceiro ano deste blogue, que como muitas vezes tenho dito é feito de leitores amadores cada vez mais apaixonados pelos livros.


Boas leituras!




14 maio, 2008

A propósito de romances históricos...

"Enquanto lêem aquilo não se drogam. Já não é mau."

António Lobo Antunes na Revista Ler de Maio 2008.

Este homem devia escrever humor. Genial.

31 janeiro, 2008

Ricardo Araújo Pereira na biblioteca



Ontem foi a primeira sessão do Café com Letras na Biblioteca Municipal de Oeiras, no ano passado trouxeram-nos os poetas, este ano dão lugar a autores com livros publicados recentemente.


Ricardo Araújo Pereira foi o convidade, Carlos Vaz Marques como é hábito o moderador que tentou sempre orientar a conversa no sentido dos livros, e conseguiu em grande parte do tempo.


Ficou claro que o Fedorento não só é bastante inteligente como possui uma bagagem literária poderosa. Declamou sonetos, citou por váras vezes os clássicos. As suas primeiras leituras foram Eça de Queirós (que lia para a avó) e Aquilino Ribeiro.


Por trás do humor, aparentemente fácil, está muito trabalho, muitas leituras e estudo.


Mais uma vez a biblioteca de oeiras cumpriu a sua função de biblioteca pública e chamou até si jovens e menos jovens.

12 dezembro, 2007

Hoje faz anos...

José Eduardo Agualusa faz hoje 47 anos. Muitos parabéns e um dia feliz...





Não resisto. Eu também faço anos, finalmente cheguei aos 30.

15 novembro, 2007

Novidades literárias

O nosso amigo não pára.

Ainda sobre o tráfico de escravos

Conferência - Nas Margens da História: o tráfico de escravos e a economia de Pernambuco na dinâmica do Império atlântico português (1655-1755) a realizar no dia 21 de Novembro pelas 17 horas no Arquivo Histórico Ultramarino - Sala do Brasil.

Conferencista: Gustavo Acioli Lopes, CNPq
Comentador: Luís Frederico Dias Antunes, IICT

Resumo: O conferencista propõe-se analisar o lugar do tráfico de escravos e da economia açucareira de Pernambuco e capitania anexas (Itamaracá, Paraíba e comarca de Alagoas) no âmbito da economia do Império atlântico português, desde o fim do domínio holandês à instituição da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba. Pretende, da mesma forma, perceber os vínculos existentes entre a formação de um sector produtor de tabaco nas referidas áreas e do tráfico de escravos, sobretudo da Costa da Mina, e a evolução da produção açucareira e da economia luso-brasileira no período assinalado.
Informações retiradas daqui.

14 novembro, 2007

Ontem,

O À volta das Letras foi convidado a estar presente no lançamento do 2º livro de Pedro Vasconcelos. Estivemos lá, trouxemos livros autografados e a promessa da presença do escritor num dos nossos encontros.

Para saber mais detalhes do lançamento ver aqui.

08 novembro, 2007

Convite

O À Volta das Letras foi convidado para o lançamento do livro 1617 de Pedro Vasconcelos. Lá estaremos no dia 13 de Novembro curiosos em relação ao destino de Nenu (personagem do 1613 que continua a sua história no 1617).

Boas leituras.

18 março, 2007

Crónica de José Francisco Viegas do JN

Os nossos estudantes


A Brown University, aliás, é um exemplo traumático. As bibliotecas enchem-se depois das oito da noite, após o jantar. À meia-noite podem consultar-se microfilmes ou assistir a reuniões de grupos de trabalho na área das ciências. Na quinta-feira passada fui convidado para jantar com um grupo de alunos no Faculty Club da Brown; às dez da noite pediram desculpa mas tinham de retirar-se - havia trabalho para fazer e era preciso aproveitar a biblioteca até mais tarde.
No dia seguinte, ao meio-dia, estavam na minha conferência e tinham lido textos entretanto sugeridos. Encontrei-os ao fim da tarde numa das bibliotecas de humanidades a requisitar livros para o fim-de-semana, se bem que a sexta-feira à noite começava com uma aula de ginástica ou um jogo de futebol nos terrenos da universidade.
Sim, eram alunos de letras mas fazem desporto na universidade. Longe vão os tempos em que Raul Miguel Rosado Fernandes, homem das letras clássicas, à frente de um grupo da Faculdade de Letras de Lisboa, se sagrou campeão nacional de remo, derrotando inclusive a equipa da Escola Naval. Quem quiser comparar os alunos da época com os de hoje, há-de perceber como eles se tornaram menos leitores, menos saudáveis e mais doentios.

Em Portugal inventamos muitas desculpas e desvalorizamos os relatórios que dão conta da preguiça congénita dos nossos universitários. As excepções, valiosas, têm o aspecto de uma explosão que há-de ser contrariada pelo ambiente da própria universidade corredores sujos, grafitis nas paredes, os poucos relvados desertos, as bibliotecas pouco utilizadas para investigar.
Contei isto a alguns amigos. Falei-lhes do sistema de empréstimo de livros, do ritmo de leitura, das livrarias cheias no centro de Providence, das actividades extracurriculares, do facto de os alunos dos estudos Portugueses e Brasileiros terem lido Eça ( 3 a 4 livros), Camilo, Machado, Cesário, Camões e de saberem bastante de literatura portuguesa e brasileira contemporânea (não "por ouvir dizer" mas por "ler"). E de os debates nas aulas serem aguerridos, ricos, mostrando leitura e preparação. Disseram-me que eu estava muito americanizado embora eu me limitasse a mostrar-lhes os resultados do inquérito sobre a Universidade de Coimbra, onde se vê - como escrevi - o retrato da miséria escolar e da miséria cultural.

Basta comparar. Basta estar atento. Basta ler os sinais desta pobre falta de curiosidade portuguesa. Pobre país que tanto precisa de punir a pequena "nomenklatura" preguiçosa.
Enviado via e-mail por Ana Filipa.
Acho que esta crónica faz um retrato muito próximo do que são hoje a maioria dos nossos estudantes, ainda que não esteja de alguma forma ligada ao livro que lemos ou iremos ler, pensei ser interessante colocá-la neste espaço, visto que o Á Volta das Letras também se preocupa com o que se passa no mundo para além dos livros.