28 janeiro, 2010

1984


Iniciamos agora a nossa leitura de 1984, de Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo de George Orwell, responsável pela expressão Big Brother, apresenta-nos neste romance uma metáfora sobre o poder nas sociedades actuais.

A ler…

26 janeiro, 2010

Orgulho e Preconceito

Foto retirada dos Cinco Quartos de Laranja

No Domingo foi o nosso encontro mensal. O local escolhido foi a Saudade em Sintra, uma sala de chá que nos transporta para o ambiente do Orgulho e Preconceito. A ementa escolhida foi chá e scones. Quem leu o livro da Jane Austen ficou absolutamente rendido a ele, é um livro que nos agarra da primeira a última página, que nos dá vontade de ter vivido em pleno século XVIII. Os personagens são riquíssimos, desde o humor do Mr. Bennet, a honra da Elizabeth, o orgulho de Mr Darcy, a futilidade das duas irmãs, são magníficos…

O meu serão de Sábado foi passado à lareira a ver a série Orgulho e Preconceito da BBC (obrigada Helena), que tantas vezes aqui falei. Lembrava-me vagamente de alguns episódios. Fiquei fascinada, a série retrata muito fielmente o livro e os intérpretes foram muito bem escolhidos Jennifer Ehle (Elizabeth Bennet ) e Colin Firth (Fitzwilliam Darcy) ficaram perfeitos nos papeis.

Para além da Jane Austen, falou-se no Domingo de Iain M. Banks, da Breve História do Mundo, o O Dilema do Omnívoro de Michael Pollan e da Biografia do Hitler…

Mais uma manhã de boas conversas.

"Ela é tolerável, mas não bonita o suficiente para tentar-me!"

Seguimos viagem para 1984 ...

22 janeiro, 2010

Encontro,

Domingo às 10h30 na Saudade em Sintra. Um local bem adequado ao Orgulho e Preconceito.

Até lá boas leituras.

17 janeiro, 2010

Orgulho e vaidade

«- O orgulho - começou Mary, que tinha certa vaidade na solidez das suas observações - é vulgar e julgo que inato em todos os homens. Há poucas pessoas que não se olhem com auto-complacência e não tenham qualidades - reais ou imaginárias - de que se sintam orgulhosas. Vaidade e orgulho são coisas muito diferentes, embora muitos empreguem, indistintamente, os dois termos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho consiste na boa opinião que formamos de nós mesmos e a vaidade na impressão favorável que desejaríamos fazer nos outros. »

Orgulho e Preconceito, Ed. Romano Torres, p. 22 e 23

02 janeiro, 2010

Leitura Paralela

Zimler continua a contar a perseguição aos judeus no século XX. Desta vez relata o drama de uma familia no gueto de Varsóvia. Zimler consegue fazer rir, chorar, criar empatia com as personagens e surpreender com o final que dá a esta história.
Boas leituras.

01 janeiro, 2010

Mr. Bennet

Desde a 1ª página que gosto do Mr. Bennet. É inteligente, bem disposto, gozão, optimista. Gosto mesmo.

29 dezembro, 2009

Texto sobre A idade da Inocência.

Consulto com frequência o blogue Há sempre um livro...à nossa espera! Gosto da escolha dos livros que a autora do blogue faz e dos textos que apresenta sobre eles. Ao fazer pesquisa sobre o livro Idade da Inocência encontrei um texto sobre ele que podem consultar aqui.
Boas leituras.

10 dezembro, 2009

Leituras

Acabei o Deus das Moscas. Gostei, é inquietante, um pouco assustador. Peguei agora na Idade da Inocência, pelo meio reli, As Memorias póstumas de Brás Cubas de Machado Assis (brilhante), a trilogia do Stieg Larsson que é viciante, ando a ler o livro das Grandes Religiões do Mundo de Jean Delumeau, li o Bolãno (2666) e descobri a Irene Nemirovsky com a Suite Francesa, uma agradável surpresa.

Vou ter de me agarrar a Idade da Inocência porque vou atrasada nas nossas leituras.


Boas leituras.

01 dezembro, 2009

As minhas leituras ...

Seguindo o plano de leituras do À Volta das Letras, já li O Deus das Moscas e adorei. Entretanto, também já terminei A Idade da Inocência. Há uns anos vi o filme baseado no romance, mas do filme só me lembro de uma cena: um jovem a dançar com a actriz Michelle Pfeiffer com um vestido vermelho.

Para quem nos quiser acompanhar nas leituras, aqui fica a lista:

1. A Montanha Mágica - Thomas Mann (Julho/Agosto)
2. Madame Bovary - Gustave Flaubert (Setembro)
3. O Deus das Moscas - William Golding (Outubro)
4. A Idade da Inocência - Edith Wharton (Novembro)
5. Orgulho e Preconceito - Jane Austen (Dezembro)
6. 1984 - George Orwell - (Janeiro)
7. Pela Estrada Fora - Jack Kerouac (Fevereiro)
8. Lolita - Vladimir Nabokov (Março)
9. O Som e a Fúria - William Faulkner (Abril)
10. O Coração das Trevas - Joseph Conrad (Maio)
11. Mrs Dalloway - Virgínia Wolf (Junho)

A Idade da Inocência

“A Idade da Inocência”, de Edith Wharton

Este romance, que ganhou o prémio Pulitzer em 1920, desenha com fina acidez os códigos da elite nova-iorquina no final do século XIX. É uma sociedade elegante, exclusiva, incomoda pelo regresso da condessa Olenska, que se separou do marido na Europa e traz consigo um perturbante sopro de independência.

Por Luís Miguel Viana

Este romance, que ganhou o prémio Pulitzer em 1920, desenha com fina acidez os códigos da elite nova-iorquina no final do século XIX. É uma sociedade elegante, exclusiva, incomoda pelo regresso da condessa Olenska, que se separou do marido na Europa e traz consigo um perturbante sopro de independência.

Quando em 1993 Martin Scorsese apresentou a sua adaptação ao cinema do romance de Edith Wharton, foi muito claro sobre o conteúdo do filme – “É sobre rituais tribais”, disse. E não enganou: “A Idade da Inocência” mergulha-nos numa sociedade organizada, civilizada, onde se protegem mais os bons costumes do que a saúde, onde se observam “as regras” e a exibição das emoções é considerada imprópria. É também a história de um amor que não se consuma, da decisão nunca tomada de sair daquele meio, da inércia que prende as pessoas aos padrões em que foram educadas.

Edith Wharton nasceu em Janeiro de 1862, filha de uma família de Nova Iorque com prestígio e “dinheiro antigo”. Em 1885, aos 23 anos, casou com Edward Wharton, um aristocrata de Boston vinte anos mais velho que aceitou passar temporadas na vida agitada e cosmopolita de Paris no virar do século. Edith compra um automóvel e anda nele a “grandes velocidades” com um grupo de amigos que incluia o escritor Henry James e, mais tarde, Fitzgerald, Hemingway, Roosevelt ou Jean Cocteau. São anos frenéticos em que atravessa 64 vezes o Atlântico.

Em 1905 publicou pela primeira vez um romance, “A Casa da Alegria” (ed. Presença), a história da degradação de uma mulher a quem a sociedade não deixa sair do beco em que o seu casamento se transformara. A história tinha alguma coisa a ver com ela, como se percebeu mais tarde, uma vez que o seu casamento ia de mal a pior. O marido parece que era uma nulidade em tudo, sexo incluído. Em Edith 1909 arranja um amante; em 1911 decide estabelecer-se definitivamente em França; em 1913 divorcia-se.

Na I Guerra Mundial utiliza os seus conhecimentos para obter permissão de se deslocar às linhas da frente num “side-car” e, de regresso a Paris, trabalha na Cruz Vermelha na assistência a refugiados. Foi depois condecorada com a “Legion d’Honneur” pelo estado francês. Após a Guerra Edith Wharton só viaja uma única vez aos Estados Unidos. Morre na França, em 1937.

A “Idade da Inocência”, o seu romance mais conhecido, transporta-nos a uma sociedade – Nova Iorque, no final do século XIX – instalada na prosperidade e sofisticação da alta burguesia, que defende o seu estatuto e códigos mundanos. A chegada de Ellen Olenska, que se separara do marido e regressa da Europa, perturba a sensibilidade educada de Newland Archer, o noivo da bela May Welland, “esse produto aterrador do sistema social a que ele pertencia e no qual acreditava”. É um romance cheio de distância e de sarcasmos implícitos sobre a hipocrisia, a perversão social, a impotência perante os padrões de conduta.


Fonte:
http://static.publico.clix.pt/docs/cmf2/ficheiros/16EdithWharton/nlt.htm

29 outubro, 2009

Encontro À Volta das Letras no café Saudade em Sintra

No passado domingo realizou-se mais um encontro do À Volta das letras. O local escolhido foi o Café Saudade, em Sintra, uma sugestão da Rute. O café revelou-se um local muito agradável e acolhedor. Neste encontro contámos com a presença da Rute, da Catarina, do Pedro, do Paulo, do Ricardo e de mim.

Falámos de Madame Bovary, de 2666 - o livro que anda a fazer furor, de Onésimo Teotónio Almeida e do seu último livro - De Marx a Darwin, entre muitos outros assuntos.

Foi uma manhã divertida, à volta de uma mesa cheia de livros e de boa comida, como não poderia deixar de ser.


O livro do mês de Novembro é O Deus das Moscas de William Golding.


O próximo encontro será promovido através de um jantar no restaurante Caracol, no Bairro Alto.

Até lá, boas Leituras!