01 maio, 2007

Uma carta de amor ...

«No cemitério de pianos, durante as tardes inteiras de uma semana, escrevi e rasguei, e escrevi de novo, e rasguei de novo, e escrevi de novo a carta onde dizia uma parte daquilo que sentia por ela. Podiam passar-se horas no tempo que demorava a escolher uma palavra.»

Um destes dias na televisão o psicólogo Eduardo Sá referiu que nenhum aluno deveria entrar na faculdade se não tivesse já escrito uma carta de amor. Curioso não é?

Deste excerto gosto do cuidado que o personagem tem na escolha das palavras certas para exprimir o que sente.

A história ...

Uma oficina. Um cemitério de pianos. Um tio e um sobrinho. Uma família. Um amor ...

A família

Francisco, Simão, Maria, Marta, Elisa, Hermes e Íris.

Boas notícias II.

José Luís Peixoto aceitou o nosso convite. Vai estar presente no nosso encontro, dia 13 de Maio na cafetaria do Museu de Arte Antiga.
Boas leituras!

30 abril, 2007

Boas notícias!


Os nossos amigos Pedro Sousa Pereira e Jorge Araújo lançaram o seu novo livro "Cinco Balas Contra a América". Depois do prazer que nos proporcionaram com os seus últmos livros, não devo ser a única em pulgas para o começar a ler.
Para eles um grande beijinho.
Mais informações sobre o livro ver aqui.

Frase

"Eu tinha acabado de morrer."

Será o fim?

"Às nove horas da noite, o telefone tocou. O telefone tocou durante um momento, que foi muito longo, porque ninguém o queria atender, porque todos tinham medo de o atender..."

Agora quase ninguém tem telefone fixo, o velho som do telefone a tocar e a correria para o atender está a acabar. Nos dias de hoje cada um tem o seu telemóvel, quando toca sabemos, na maioria das vezes, quem é. Sabemos que é para nós. Tornou-se um objecto muito pessoal. Ainda me lembro de a minha família ser a única com telefone em casa e as vizinhas irem lá pedir para fazer um telefonema.
Mudam-se os tempos mudam-se os telefones.

29 abril, 2007

Cemitério de Pianos

«O meu pai morreu longe de minha mãe, exausto, no mesmo dia em que nasci.»

Em Cemitério de Pianos somos conduzidos pela voz do narrador que nos apresenta a sua família, num registo passado/presente, ou seja antes e depois da sua morte.

A escrita de José Luís Peixoto é deliciosa. Deliciosa. Quem ainda não começou a ler, corra a uma livraria, já!

26 abril, 2007

24 abril, 2007

Este mês....


Por sugestão de Pedro Canais este mês vamos ler Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto. O próximo encontro será no dia 13 de Maio no Museu Nacional de Arte Antiga, na cafetaria.
Boas leituras.

23 abril, 2007

Dia Mundial do Livro



Hoje é do Dia Mundial do Livro. Tenho pensado que é uma sorte gostar de ler, com um livro por perto nunca estamos sozinhos nem nunca ficamos sem o que fazer. Pode andar connosco para todo o lado e apresenta-nos novos mundos. Tudo reunido num só objecto.

Em jeito de homenagem (para quem não tem grandes hábitos de leitura) sugiro, peguem num livro, cheirem-no (estranho), leiam ou não a última frase, toquem-no e se em todos estes passos o livro vos agradar, começem a ler. Vão ver como é tão bom. Quem já faz isto habitualmente, podem sempre ajudar alguém a começar a ler. Como? Sugirindo o melhor livro que já leram.

Boas leituras.

22 abril, 2007

E foi assim....


Desta vez não houve esquecimentos, aqui está a prova. Mais uma manhã de conversa, desta vez com o escritor Rui Cardoso Martins. Não vou dizer o que falamos, tivessem ido :), mas foi muito interessante.
Aqui fica a lista de livros de referência para o nosso escritor:
- O que diz Molero, Dinis Machado;
- Delfim, Cardoso Pires;
- A Lírica de Camões;
- Crime e Castigo, Fiodor Dostoievsky;
- Os demônios, Fiodor Dostoievsky;
- Guerra e Paz, Tolstoi;
- Otello, Shakespeare;
- Os contos de Heminghay;
- Austerkitz, W. G. Sebald.
Obrigada, Rui por esta conversa tão bem disposta.

18 abril, 2007

Título

"- E se eu gostasse muito de morrer?, pergunta o estudante muito naturalmente, e que bela pergunta a que ninguém sabe responder!"
Intrigante, estranha, triste...

Amor verdadeiro?



"Não há amor verdadeiro num banco de jardim, no recreio duma escola."

Bancos de jardins como o da imagem são o que resta de muitas histórias de amor ou de momentos bem passados que temos na memória.

Está decidido.


O próximo encontro é já no Domingo ás 10h30 na cafetaria do Teatro D. Maria II. O escritor Rui Cardoso Martins já confirmou que vai estar connosco.
Boas leituras.