16 fevereiro, 2010

Os Ministérios

«O Ministério da Verdade (...) era surpreendentemente diferente de todos os outros objectos visíveis. Enorme estrutura piramidal de luzidio cimento branco, elevando-se, terraço sobre terraço, a 300 metros de altura. De onde Winston se encontrava, era ainda possível ler, gravados na face branca do edifício em letras elegantes, os três slogans do partido:

GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA

O Ministério da Verdade tinha (...) três mil salas acima do solo, e outras tantas ramificações subterrâneas. Espalhados por Londres havia apenas outros três edifícios com aspecto e dimensões semelhantes. Esmagavam tão completamente a arquitectura circundante que do telhado das Mansões Vitória era possível ver os outros quatro todos aos mesmo tempo.Tratava-se das sedes dos quatro Ministérios entre os quais se repartia todo o aparelho governativo. O Ministério da Verdade ocupava-se das notícias, dos divertimentos, do ensino e das belas- artes. O Ministério da Paz, que se ocupava da guerra. O Ministério do Amor, que garantia a lei e a ordem. E o Ministério da Riqueza, responsável pelos assuntos económicos. Os seus nomes, em novílingua: Minivero, Minipax, Miniamor e Minirico.

De todos eles, realmente medonho era o Ministério do Amor. Sem uma única janela.»

George Orwell, 1984, Colecção Mil Folhas, p. 9 e 10.

1984 - a primeira frase ...

«Era um dia claro e frio de Abril, nos relógios batiam as treze. Winston Smith, queixo aninhado no peito, num esforço para se proteger do malvado vento, esgueirou-se depressa por entre as portas de vidro das Mansões Vitória, não tão depressa, porém que não entrasse com ele um turbilhão de poeira arenosa.»

George Orwell, 1984, Colecção Mil Folhas, 2002.

13 fevereiro, 2010

Lembrete

Encontro do À Volta das Letras dia 28, 10h30, na cafetaria do MUDE. O livro em "discussão" é o 1984 de George Orwell. Venham conversar sobre o 1984 e sobre livros, cinema, teatro, politica, trabalho, comida, viagens e tudo aquilo que literalmente vier à baila.

Boas leituras

12 fevereiro, 2010

Começas agora a entender-me?

“Fingiam, talvez até acreditassem, terem tomado o poder a contragosto e por um período de tempo limitado, e que logo ao virar da esquina havia um Paraíso onde os seres humanos poderiam ser livres e iguais. Nós não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com o intuito de o deixar. O poder não é um meio, é um fim. Não se instaura uma ditadura para se salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para se instaurar é a perseguição; o da tortura é a tortura; o poder do poder, o poder. Começas agora a entender-me?”

Pág. 264

10 fevereiro, 2010

Big Brother





O grande irmão adaptado a um concurso de televisão. Mudou o panorama da televisão portuguesa, depois disto quase tudo é possível. A questão é se foi para melhor?

30 janeiro, 2010

Leituras parelelas



Através dos dramas de uma familia indiana, Arundati Roy dá-nos a conhecer alguns aspectos da vida na India. Um livro póetico, duro e triste.

28 janeiro, 2010

1984


Iniciamos agora a nossa leitura de 1984, de Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo de George Orwell, responsável pela expressão Big Brother, apresenta-nos neste romance uma metáfora sobre o poder nas sociedades actuais.

A ler…

26 janeiro, 2010

Orgulho e Preconceito

Foto retirada dos Cinco Quartos de Laranja

No Domingo foi o nosso encontro mensal. O local escolhido foi a Saudade em Sintra, uma sala de chá que nos transporta para o ambiente do Orgulho e Preconceito. A ementa escolhida foi chá e scones. Quem leu o livro da Jane Austen ficou absolutamente rendido a ele, é um livro que nos agarra da primeira a última página, que nos dá vontade de ter vivido em pleno século XVIII. Os personagens são riquíssimos, desde o humor do Mr. Bennet, a honra da Elizabeth, o orgulho de Mr Darcy, a futilidade das duas irmãs, são magníficos…

O meu serão de Sábado foi passado à lareira a ver a série Orgulho e Preconceito da BBC (obrigada Helena), que tantas vezes aqui falei. Lembrava-me vagamente de alguns episódios. Fiquei fascinada, a série retrata muito fielmente o livro e os intérpretes foram muito bem escolhidos Jennifer Ehle (Elizabeth Bennet ) e Colin Firth (Fitzwilliam Darcy) ficaram perfeitos nos papeis.

Para além da Jane Austen, falou-se no Domingo de Iain M. Banks, da Breve História do Mundo, o O Dilema do Omnívoro de Michael Pollan e da Biografia do Hitler…

Mais uma manhã de boas conversas.

"Ela é tolerável, mas não bonita o suficiente para tentar-me!"

Seguimos viagem para 1984 ...

22 janeiro, 2010

Encontro,

Domingo às 10h30 na Saudade em Sintra. Um local bem adequado ao Orgulho e Preconceito.

Até lá boas leituras.

17 janeiro, 2010

Orgulho e vaidade

«- O orgulho - começou Mary, que tinha certa vaidade na solidez das suas observações - é vulgar e julgo que inato em todos os homens. Há poucas pessoas que não se olhem com auto-complacência e não tenham qualidades - reais ou imaginárias - de que se sintam orgulhosas. Vaidade e orgulho são coisas muito diferentes, embora muitos empreguem, indistintamente, os dois termos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho consiste na boa opinião que formamos de nós mesmos e a vaidade na impressão favorável que desejaríamos fazer nos outros. »

Orgulho e Preconceito, Ed. Romano Torres, p. 22 e 23