27 março, 2009

A primeira frase ...

"«É a vida.» Esta frase com que o apresentador da RTP termina amiúde o Jornal da Noite dá o tema do ambiente mental em que vivemos. "

José Gil - Portugal, Hoje - O medo de existir, p. 7


22 março, 2009

É a crise...

O livro que escolhemos para este mês é Portugal, Hoje – O Medo de Existir de José Gil. Quando a Laranjinha nos apareceu com a proposta, ninguém hesitou. Este livro faz todo o sentido nesta altura. Parece que anda tudo com medo, da crise, de perder o emprego, de acabar a licenciatura e não ter emprego, de andar na rua, que lhe roubem o carro, de sair do país.

Que raio… ok isto até está mau, mas chega de pessimismo, de discursos derrotistas, vamos arregaçar as mangar e pôr mãos a obra, não nos vamos resignar, temos de ser mais empreendedores e não só no sentido de abrir empresas, mas mesmo no nosso dia a dia, criar alternativas. Ainda há coisas muito boas para fazer sem gastar dinheiro, vamos procurar opções, não temos de ser nenhuns atadinhos, vamos dar largas a nossa imaginação. Encarar esta crise mundial como uma oportunidade para sermos menos fúteis menos materialistas.

Viva Portugal, com ou sem crise.

17 março, 2009

No Domingo,




lá estivemos. Com pequeno almoço incluído, a conversa foi à volta de Cardoso Pires e do Delfim. Todos gostaram do livro, mesmo aqueles que ainda não tinham acabado estavam envolvidos na história. Temos de voltar a Cardoso Pires, vale a pena.



O livro deste mês é algo diferente mas que nesta altura de "crises" parece fazer todo sentido, Portugal, Hoje: O medo de existir de José Gil, apesar de ser um livro de 2004 parece mais actual que nunca.


Quanto ao local do encontro, voltaremos ao Kaffehaus, é que tal como Cardoso Pires, este café é também para ser repetido e por várias razões: respira-se cultura por ali, ninguém nos chateia ou nos olha de lado, e têm uma ementa de pequenos almoços de chorar por mais, está decidido vamos fazer a visita a todas as opções desta lista de pequenos prazeres.

As fotos são do cinco quartos de laranja.

13 março, 2009

Domingo,

é dia de encontro, às 11 horas no kaffehaus (Chiado).

Apareçam

Até lá boas leituras!

03 março, 2009

O que são soromenhos?

«Era uma bagaceira única, aquela. Tinha gravidade, calor lento e possuía um travo difícil que vinha de terem mergulhado nela peras silvestres. Soromenhos, chamam-se esses frutos pequeninos, e nunca me passaria pela cabeça que pudessem amaciar tão bem uma aguardente.»
O Delfim, Cap. IV

Procurei no google images por soromenhos e apareceu apenas uma imagem de uns frutos, mas que não se percebe muito bem.

27 fevereiro, 2009

Delfim, o filme


A obra de José Cardoso Pires foi adaptada ao cinema pelo realizador Fernando Lopes. O papel de Tomás Palma Bravo foi interpretado por Rogério Samora e o de Maria das Mercês por Alexandra Lencastre.

Aqui fica o trailer:

23 fevereiro, 2009

Frase

Foi esta a frase lida pelo dancing kid que nos levou a ler O Delfim.

“Aí vai a dona da pensão: um mastodonte. Acaba de sair por baixo da minha janela, carregada de gorduras e de lutos e calculo que de boca aberta para desafogar o seu trémulo coração. Atravessa a rua perseguindo a criada-criança, como é hábito. Entra no café: mal cabe na porta.”

Pág 23.

Boas leituras e Bom Carnaval.

19 fevereiro, 2009

18 fevereiro, 2009

De volta do Delfim...

"Cá estou. Precisamente no mesmo quarto onde, faz hoje um ano, me instalei na minha primeira visita à aldeia e onde, com divertimento e curiosidade, fui anotando as minhas conversas com Tomás Manuel da Palma Bravo, o Engenheiro."

Aqui vamos.

Já foi quase há um mês,

que tivemos no Kaffehaus a beber café e a falar sobre o Mau tempo no canal. Ás 11 horas, tal como o combinado. Metemos a conversa em dia, muitas novidades, novos e velhos projectos. Houve lugar para tudo, até para espreitarmos o pequeno almoço da mesa do lado. Ficou decidido, próximo encontro no mesmo café com direito a pequeno almoço completo.


Quanto ao livro, concordamos que era um livro bom mas que tem de ser lido com calma, com muitas personagens, uma escrita densa. Como ninguém leu o livro até ao fim, decidimos continuar com ele e por sugestão do dancing kid, vamos ler o Delfim de José Cardoso Pires.


Por isso, este mês temos dois livros como proposta de leitura: Mau tempo no canal e o Delfim.
O encontro ficou marcado para 15 de Março no mesmo café, à mesma hora (11 horas).


Até lá vamos "falando".

24 janeiro, 2009

Olá olá,


após uma curta ausência, aqui estamos, cheios de vontade de continuar a ler e acima de tudo de falar sobre livros.

Continuamos com o Mau tempo no canal de Vitorino Nemésio e em breve teremos mais um encontro. Confesso que já sinto falta das nossas conversas. Apetecia-me inaugurar este novo ano com um jantar seguido de uma ida ao teatro ou ao cinema, ou melhor, primeiro o teatro e depois o jantar assim podemos alongar a conversa.

Que me dizem?
Foto retirada do Flickr




23 dezembro, 2008

É Natal, é Natal!!!

O À Volta das Letras deseja a todos um Natal muito feliz e cheio de boas leituras com uma lareira a servir de apoio.

28 novembro, 2008

Ora espreitem lá...



Augústias

“(…) acabando com a fita de quintarolas que vinha das Angústias até quase ao fim do Pasteleiro e dava trote aos cavalos das vitórias da Horta num bater surdo, encaixado."


As Angústias são uma freguesia portuguesa da cidade da Horta, do concelho do mesmo nome, na Ilha do Faial, Região Autónoma dos Açores. Ocupa uma superfice total de 4,12 km² com 2 784 habitantes (2001). Tem uma densidade populacional de 675,7 hab/km².

Fonte: Enciclopédia






27 novembro, 2008

Capítulo 1 - A serpente cega

"- Mas não voltas tão cedo...
João Garcia garantiu que sim, que voltava. Os olhos de Margarida tinham um lume evasivo, de esperança que serve a sua hora. Eram fundos e azuis debaixo de arcadas fortes."

A primeira frase, sabe tão bem começar. É como abrir uma porta de uma casa desconhecida, adoro esta sensação.

Introdução

"Mau Tempo no Canal: uma condensação de sentidos, a começar pelo próprio título. Um ambiente, um conflito social e afectivo, um espaço, uma época, o efémero, a eternidade."

Introdução elaborada por Vasco Graça Moura para a 6ªedição do Mau Tempo no Canal.