11 fevereiro, 2008

Obras do mesmo autor

- Equador, Oficina do Livro, 2003
- Anos Perdidos, Oficina do Livro
- Não Te Deixarei Morrer, David Crockett, Oficina do Livro
- Sul, Viagens, Oficina do Livro, 2004 (Edição Ampliada)
- O Segredo do Rio, Oficina do Livro
- Um Nómada no Oásis, Relógio d'Água Editores
- O Dia dos Prodígios
- O Planeta Branco, Oficina do Livro, 2005
- Rio das Flores, Oficina do Livro, 2007

Fonte: Wikipédia

Este mês


Por sugestão de Pedro Vasconcelos, o livro para o mês de Março é o Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares, o encontro vai ser no dia 9 de Março no Museu do Teatro.


Boas leituras.

10 fevereiro, 2008

"O meu dia começa por procurar os óculos" - Pedro Vasconcelos





Aconteceu. Foi mais um encontro. A nossa amizade com Pedro Vasconcelos já vem de trás, desde o 1613. Hoje foi um reencontro com o criador das personagens que se tornaram queridas para nós, Peter Cornellius, a Nenu, D. Manuel, Molan e a partir do 1617, o pequeno Miguel começa a ganhar terreno. Pressinto que no 1621 vamos ficar rendidos ao filho de Nenu.

Pedro Vasconcelos é um contador de histórias, por isso o encontro que durou cerca de duas horas passou rapidamente e apesar do sol forte ninguém deu pelo tempo passar.

As conversas andaram sempre à volta do 1613, 1617 e o próximo livro 1621, o fim da primeira trilogia, que voltas vamos dar, tantas aventuras. À partida parece estar tudo já definido na cabeça do nosso escritor.

Gosto da atenção que dá aos detalhes e fiquei com a sensação que terei de reler os dois livros novamente, tudo tem significado, até as capas, nada é por acaso. Muito trabalho de investigação, de leitura foi feito para chegar a estas histórias.

Um novo projecto começa a nascer, um livro longe de Nenu, uma história algures no século XIX. Ficamos à espera.

Trouxe-nos os cheiros do âmbar e a tiara que D. Manuel ofereceu a Nenu. Falou-nos das suas pesquisas e do seu método de trabalho.

“Escrever é como uma viagem fora de auto-estrada, vamos parando em sítios que não se estava à espera”.

Aconselhou-nos algumas leituras, como o Padre António Vieira de quem é grande admirador.

Mais não vou contar! Ficou prometido que nos voltaria a visitar, aguardamos o 1621.


06 fevereiro, 2008

Encontro

Confirmado. O encontro do À Volta das Letras é já este Domingo ás 10h30. O primeiro do ano, temos um convidado, Pedro Vasconcelos autor do 1617, o livro que lemos em Dezembro. O local será mais uma vez o Museu do Teatro.

Para quem não leu o livro, venha na mesma prometemos uma manhã de boa conversa.

Até lá boas leituras.

05 fevereiro, 2008

Expressão

"Não matabichou."

Pág. 63


Já tinha ouvido falar do mata-bicho ou de fazer uma bucha, agora esta é nova.

04 fevereiro, 2008

Esperanto

Já falámos do esperanto no À Volta das Letras a propósito do livro do Gonçalo Cadilhe. Agora encontrei novamente uma referência a esta língua que pretende ser universal e encontrei também o quinês.


O quinês foi criado por Joaquim Augusto Junqueira, que entende ser a falta de comunicação ou a dificuldade de entender a língua a responsabilidade da guerra. Por isso criou um código de sinais e cruzes que partilhava com o seu colega português na escola para cabular.


O quinês evoliu, o seu alfabeto é composto por 38 a 40 letras e até têm um dicionário.


O esperanto já está difundido por várias países, será que o quinês conseguiu singrar?


Bonan Posttagmezon (boas tardes em esperanto)

03 fevereiro, 2008

"Um chimpanzé não deveria ter o que eu não tenho"

«Reparei hoje que bati no fundo e tive vergonha. Há duas cozinhas (....). Nenhuma é generosa em excesso. À entrada da segunda, encontrei a Chicha, a chimpanzé da enfermeira espanhola Yolanda, roendo uma maçã. O primeiro reflexo foi roubar a fruta ao bicho.
A fruta saber-me-ia-bem. Um chimpanzé não deveria ter o que eu não tenho.
É humilhante.» p. 54

Esta passagem chamou-me a atenção. Num país sem nada, até se cobiça o que um bicho come.

Fonte da foto: Wikipédia.

02 fevereiro, 2008

RAP

" - Estamos aqui a falar o dialecto do PAM! Eu falo o dialecto do PA-A-am! Quero comida, o «pula» dá. O branco do PAM, yah!... Está lá, com nós em fila, e ele à frente com as folha e a riscar: deslocado, deslocado, deslocado, deslocado! O branco é deus! Vês até na Bíblia. É o «pula» que manda. Pois eu sou mutilado. Olha a perna: não dobra!"
Pág. 57

Dor - fantasma num país mutilado

«Kavaleka é a aldeia com maior concentração de mutilados por metro quadrado no mundo. A dor-fantasma acontece a quem sofreu uma amputação de um membro e continua a «sentir» dores ou comichões na perna, mão ou braço amputados.

Dois técnicos franceses foram apresentados por um elemento da UCAH a uma multidão de mutilados, no fim de uma sessão de esclarecimento sobre a desmobilização dos mais de dois mil amputados de Kavaleka. Os mutilados ouviram o jovem casal elaborar sobre aquilo que a maior parte deles sentia. Falaram francês, mas havia um tradutor fluente, saído de uma das escolas de línguas que a UNITA instalou nesta imporvável província.

Os mutilados viram então a máquina mágica: uma caixa que fornece corrente a electródos que, por sua vez, ligados às ramificações nervosas da parte amputada, neutralizam a dor-fantasma. Todos os interessados foram convidados a estar presentes na manhã seguinte, às 8h00, para receber os choques abençoados no coto. Uma fila enorme formar-se-ia muito antes dessa hora e a equipa francesa passou três dias a aplicar o tratamento e a ensinar a máquina.

Setecentos deficientes aplaudiram os terapeutas em ovação quando o aparelho foi exibido.

Júbilio num país mutilado: os fantasmas da dor desaparecerão; basta uma máquina, que vem de fora para ficar e só precisa de pilhas para funcionar.» p. 52 e 53

Nunca fui a África. Sobre África sei muito pouco. Sei o que vejo na televisão e o que leio nos jornais. Mas ao ler este excerto, procurei imaginar como será a vida em Kavaleka. Dor. Tristeza. Fome. Falta de esperança no futuro. Não consigo imaginar felicidade, alegria, vontade de crescer...

Em que é que acreditarão estes jovens mutilados? Será que conseguem esquecer os fantamas de um país onde tudo falta? Ou nem sequer isso lhe podemos pedir?

Frase Solta ...

«Ontem comi pão simples...» P. 48

31 janeiro, 2008

Ricardo Araújo Pereira na biblioteca



Ontem foi a primeira sessão do Café com Letras na Biblioteca Municipal de Oeiras, no ano passado trouxeram-nos os poetas, este ano dão lugar a autores com livros publicados recentemente.


Ricardo Araújo Pereira foi o convidade, Carlos Vaz Marques como é hábito o moderador que tentou sempre orientar a conversa no sentido dos livros, e conseguiu em grande parte do tempo.


Ficou claro que o Fedorento não só é bastante inteligente como possui uma bagagem literária poderosa. Declamou sonetos, citou por váras vezes os clássicos. As suas primeiras leituras foram Eça de Queirós (que lia para a avó) e Aquilino Ribeiro.


Por trás do humor, aparentemente fácil, está muito trabalho, muitas leituras e estudo.


Mais uma vez a biblioteca de oeiras cumpriu a sua função de biblioteca pública e chamou até si jovens e menos jovens.

24 janeiro, 2008

Olá,

estamos de regresso, agora com mais tempo disponível o À Volta das Letras vai voltar a mexer. E para começar em grande, fica já marcado o próximo encontro para dia 10 de Fevereiro, falta decidir o local e saber se Pedro Vasconcelos aceita o nosso convite, pois apesar de estarmos a ler a Baìa dos Tigres ainda não falamos sobre o 1617, o nosso livro do mês de Dezembro.

Boas leituras.