O À volta das Letras foi convidado a estar presente no lançamento do 2º livro de Pedro Vasconcelos. Estivemos lá, trouxemos livros autografados e a promessa da presença do escritor num dos nossos encontros.14 novembro, 2007
Ontem,
O À volta das Letras foi convidado a estar presente no lançamento do 2º livro de Pedro Vasconcelos. Estivemos lá, trouxemos livros autografados e a promessa da presença do escritor num dos nossos encontros.13 novembro, 2007
Este mês ...

Vamos ler Nação Crioula de José Eduardo Agualusa, sugestão de Onésimo Teotónio Almeida. Apesar de ser um escritor conhecido de todos aqui fica mais alguma informação:
O que diz a Wikipédia.
Numa página sobre o autor.
Jose Agualusa do Público.
Numa entrevista.
11 novembro, 2007
Foi assim ...
Hoje a manhã foi animada. Tivemos connosco, como combinado, Onésimo Teotónio Almeida, o autor das Aventuras de um Nabogador. Chegou a horas, mesmo tendo saído de madrugada do seu destino para estar connosco, o seu bom humor esteve sempre presente.
Confirmou-nos que as estórias-em-sanduíche são todas inspiradas em situações vividas por si (que vida!!!), até a fantástica história de Dolly.
A sua memória é fantástica. A regra que considera essencial quando escreve uma história, é que: "Não seja chato".
De facto Onésimo não sofre desse mal.
"Acusou" o nosso blogue de ser muito sério e imaginava-nos pessoas mais velhas já em idade de reforma! Está sempre a brincar e adora pregar partidas.
Como sugestões de próximas leituras sugeriu:
- Gonçalo Tavares
- Manuel Rui
- Carlos Tomé
Vamos seguir a obra de Onésimo até porque, quem sabe, algum dia ainda escreve um conto onde nós entramos como personagens: o rapaz que não falava, o fã, o que só leu a 1ª história e foi logo apanhado, a que cozinhou moelas sem estarem lavadas e a professora apaixonada pelos EUA.
09 novembro, 2007
Post it
Relembro que o encontro do À Volta das Letras é neste Domingo às 11h no Museu do Teatro. O escritor Onésimo Teotónio Almeida vai estar presente para conversar connosco sobre as suas "estórias-em-sanduíche". Quem não leu o livro é bem vindo na mesma.
Até lá boas leituras.
08 novembro, 2007
06 novembro, 2007
O que faria se...
"A minutos da aterr(oriz)agem, e convencido da morte iminente, um marido em pânico confessara à mulher as suas infidelidades com a irmã dela"
In Aventuras de um Nabogador
O que faria?
Frases soltas
"uma pessoa a andar sobre a relva não a estraga, mas suponhamos que todos fazem o mesmo?"
In Aventuras de Nabogador
Esta vou usar muitas vezes.
In Aventuras de Nabogador
Esta vou usar muitas vezes.
Citações
Precisa-se dicionário
Podia repetir, devagarinho:
- détentes
- Litania laudatória
- ámenes
- piedopatrióticas
Gosto disto.
- détentes
- Litania laudatória
- ámenes
- piedopatrióticas
Gosto disto.
A propósito,
"Era nos idos da década de setenta, e Portugal amarcelado não conseguia convencer-se de que não fora apenas a cadeira a falhar o seu dever de se apresentar ao traseiro de Salazar, era o Império todo que não tinha mais assento."
In Aventuras de um Nabogador
Recentemente tem surgido programas que falam da década de 70 e que me parecem muito interessantes.
Na ficção a série Conta-me como foi, que passa ao Domingo na RTP1, retrata o Portugal da década de 70, a cena da queda da cadeira de Salazar não faltou, tal como muitos factos importantes. Mas o que mais gosto neste programa é ver como era a vida de uma família da classe média naqueles tempos, sem fazerem juízos de valor, apenas mostram como se vivia na ditadura.
Em formato de documentário, com a autoria de Joaquim Furtado, A guerra uma série de episódios que nos contam o que se passou em África, dá-nos os vários pontos de vista. Tenho aprendido bastante com este programa.
A nossa história tem muito para contar e dava uns bons filme ou séries de ficção, pode ser que isto seja só um começo.
Frases soltas
Este livro está cheio de frases ou expressões que nos divertem, alertam ou simplesmente nos deixam a pensar, tais como:
"E só em Hollywood é que as tragédias acabam bem."
In Aventuras de um Nabogador
O museu

Temos feito os nosso encontros na cafetaria do Museu Nacional do Teatro. Apesar de a zona onde fica o Museu não ser das que gosto mais, este espaço conquistou-me. O Museu é lindo, assim como os jardins que o rodeiam, a cafetaria é simpática e as pessoas que lá trabalharam também não ficam atrás. Por essas razões todas, no Domingo lá estaremos.
A propósito, já acabei as Aventuras de um Nabogador. Professor Pardal foste aprovado, podes começar a sugerir mais livros.
Boas leituras.
05 novembro, 2007
Confirmações
O encontro é no próximo Domingo, 11 de Novembro, às 11 horas na cafetaria do Museu do Teatro. O escritor vai estar presente.
São todos bem vindos, mesmo quem não acabou de ler o livro.
Até lá, boas leituras.
03 novembro, 2007
Aos Comandos do Destino ...

«Trata-se de uma biografia do piloto do avião charter que, transportando quase 300 passageiros de Toronto para Lisboa, se deparou sem combustível sobre o Atlântico.»
Aventuras de um Nabogador, p. 99
Para saber mais sobre Robert Piché, aqui.
02 novembro, 2007
Alteração
01 novembro, 2007
Quem não tem medo de viajar de avião?
TESTAMENTO
Vou partir de avião
e o medo das alturas misturado comigo
faz-me tomar calmantes
e ter sonhos confusos
Se eu morrer
quero que a minha filha não se esqueça de mim
que alguém lhe cante mesmo com voz desafinada
e que lhe ofereçam fantasia
mais que um horário certo
ou uma cama bem feita
Dêem-lhe amor e ver
dentro das coisas
sonhar com sóis azuis e céus brilhantes
em vez de lhe ensinarem contas de somar
e a descascar batatas
Preparem a minha filha
para a vida
se eu morrer de avião
e ficar despegada do meu corpo
e for átomo livre lá no céu
Que se lembre de mim
a minha filha
e mais tarde que diga à sua filha
que eu voei lá no céu
e fui contentamento deslumbrado
ao ver na sua casa as contas de somar erradas
e as batatas no saco esquecidas
e íntegras
ANA LUÍSA AMARAL, Minha Senhora de Quê, Quetzal Editores, Lisboa, 1999: 61, 62
Vou partir de avião
e o medo das alturas misturado comigo
faz-me tomar calmantes
e ter sonhos confusos
Se eu morrer
quero que a minha filha não se esqueça de mim
que alguém lhe cante mesmo com voz desafinada
e que lhe ofereçam fantasia
mais que um horário certo
ou uma cama bem feita
Dêem-lhe amor e ver
dentro das coisas
sonhar com sóis azuis e céus brilhantes
em vez de lhe ensinarem contas de somar
e a descascar batatas
Preparem a minha filha
para a vida
se eu morrer de avião
e ficar despegada do meu corpo
e for átomo livre lá no céu
Que se lembre de mim
a minha filha
e mais tarde que diga à sua filha
que eu voei lá no céu
e fui contentamento deslumbrado
ao ver na sua casa as contas de somar erradas
e as batatas no saco esquecidas
e íntegras
ANA LUÍSA AMARAL, Minha Senhora de Quê, Quetzal Editores, Lisboa, 1999: 61, 62
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