29 maio, 2007
Morrer sem dor nem sofrimento ...
«Não desejam secretamente os Portugueses morrer de um momento para o outro? Sem dor, sem castigo? Sem remorso ao cimo duma calçada?»
Quando penso na morte, penso que gostaria de manter a minha dignidade até ao fim. Sem dor. Sem sofrimento. Sem pesos na alma. É talvez a maneira de morrer ideal.
Quando penso na morte, penso que gostaria de manter a minha dignidade até ao fim. Sem dor. Sem sofrimento. Sem pesos na alma. É talvez a maneira de morrer ideal.
26 maio, 2007
Manias
"Não se muda o mundo com uma reynolds..."Conheço várias pessoas que escrevem sempre com a mesma marca de canetas, como a bic ou mais modernas, como as canetas de gel. Como um talismã, não largam aquela marca. Pessoalmente só escrevo com canetas reynolds e quando chegam ao fim guardo-as numa caixa... Manias!
23 maio, 2007
E não é que existe mesmo...
"No dia 26 de Fevereiro fomos a Viana do Castelo ao 2º Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio"
Nunca tinha ouvido falar, deve ser o máximo!!
Nunca tinha ouvido falar, deve ser o máximo!!
22 maio, 2007
Mário de Sá Carneiro
" Rapidamente me sentei ao seu lado direito e lhe falei da poesia e da gordura de Mário de Sá Carneiro... O meu poeta preferido..."
Último soneto
Que rosas fugitivas foste ali:
Requeriam-te os tapetes – e vieste...
– Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.
Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste –
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...
Pensei que fosse o meu o teu cansaço –
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...
E fugiste... Que importa ? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...
Paris - dezembro 1915
Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim
2001
Último soneto
Que rosas fugitivas foste ali:
Requeriam-te os tapetes – e vieste...
– Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.
Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste –
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...
Pensei que fosse o meu o teu cansaço –
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...
E fugiste... Que importa ? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...
Paris - dezembro 1915
Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim
2001
20 maio, 2007
Manuel Da Silva Ramos
Aqui fica a apresentação do nosso autor retirado do blogue :
http://contosparaajuventude.blogspot.com/
http://contosparaajuventude.blogspot.com/
Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com "Os Três Seios de Novélia". Publica três livros em parceria com Alface: "Os Lusíadas" (1977), "As Noites Brancas do Papa Negro" (1982) e "Beijinhos" (1996). Volta definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura.
Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso".
Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.
Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso".
Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.
Cidade maravilhosa...
17 maio, 2007
13 maio, 2007
Foi assim...

Depois de alguns percalços… Lá nos sentamos todos à volta de uma mesa na esplanada da cafetaria do Museu do Teatro. A conversa com José Luís Peixoto decorreu ao sabor de chá de morango e camomila. Foi uma manhã deliciosa, tal como a Laranjinha descreveu a escrita do Cemitério de Pianos. A opinião foi unânime ficamos rendidos ao bom humor, simpatia e simplicidade de José Luís Peixoto.
Não vou contar pormenores da conversa, isso é a recompensa para quem foi ao encontro. Posso revelar apenas os gostos e sugestões literárias do nosso escritor:
- O auto dos danados de António Lobo Antunes;
- A luz em Agosto de William Faulkner.
Para a leitura do próximo mês José Luís Peixoto sugeriu e nós aceitamos Manuel da Silva Ramos e o Sol da Meia-noite.
Agradecemos a José Luís Peixoto a sua disponibilidade e simpatia.
Boas leituras!
Não vou contar pormenores da conversa, isso é a recompensa para quem foi ao encontro. Posso revelar apenas os gostos e sugestões literárias do nosso escritor:
- O auto dos danados de António Lobo Antunes;
- A luz em Agosto de William Faulkner.
Para a leitura do próximo mês José Luís Peixoto sugeriu e nós aceitamos Manuel da Silva Ramos e o Sol da Meia-noite.
Agradecemos a José Luís Peixoto a sua disponibilidade e simpatia.
Boas leituras!
11 maio, 2007
É este Domingo...
Já passou quase um mês. Este Domingo às 10h30 na cafetaria do Museu do Teatro ,(tivemos de alterar, porque a cafetaria do MNAA ainda não abriu), com a simpática presença de José Luís Peixoto.
Estão todos convidados para mais uma conversa e um café.
Até lá, boas leituras.
Estão todos convidados para mais uma conversa e um café.
Até lá, boas leituras.
10 maio, 2007
Profissional

"E os instantes frágeis em que o afinador acertava a sua pequena chave de prata e apertava ou distendias as cordas"
Para quem precisar, aqui fica o contacto de um afinador de pianos. Dever ser um profissão bem gira!
08 maio, 2007
Francisco Lázaro
Francisco Lázaro foi o primeiro português a correr numa maratona nos Jogos Olímpicos. Foi em 1912, em Estocolmo. Morreu vítima de insolação.
Sobre Francisco Lázaro e os Jogos Olímpicos, ver aqui as notas do autor.
Sobre Francisco Lázaro e os Jogos Olímpicos, ver aqui as notas do autor.
O Tempo
«O tempo desloca-se dentro de si próprio movido pela angústia e pelo desejo. O tempo não tem vontade, tem instinto. O tempo é menos que um animal a correr. Não pensa para onde vai.»
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