Martim Regos procura na praça de Arzila (Marrocos) o ouro que lhe permita ficar rico e pagar a fiança de Isabel.
Arzila foi conquistada pelos portugueses em 1471. A história de Arzila, aqui.
23 janeiro, 2007
17 janeiro, 2007
Alhambra

“Pranto havia então somente na alma de meu pai Abu, que antes ainda que fôssemos a nossas casas, fomos à grande mesquita fazer muitas rezas a Alá, rogando muitas vezes por Sua misericórdia infinita e isto foi com jura que fez meu pai, jurada três vezes, de não mais subir ao em dias de sua vida, em quanto fosse vivo o novo soldão.”
In A lenda de Martim Regos, pág. 83
Alhambra é um palácio rodeado de arvores que fica situado no cimo de uma colina em Granada. Alhambra significa vermelho em árabe, a quem diga que lhe foi atribuído esse nome porque a muralha que rodeia o palácio foi construída com um tijolo dessa cor.
O palácio foi construído entre os anos de 1248 e 1354 nos reinados de Ibn-al-Ahmar e seus sucessores, não há certezas no que respeita aos nomes dos arquitectos e artistas envolvidos neste projecto.
Desde 1492, data da conquista cristã, este Palácio tem sofrido algumas alterações às mãos dos invasores. D. Carlos V (Imperador do Sacro Império Romano Germânico), alterou-o ao estilo renascentista, Filipe V de Espanha modificou os quartos ao seu gosto. Napoleão tentou mesmo destrui-lo por inteiro mas um valente soldado desmontou algumas das bombas que tinham instalado e salvou parte do monumento. Em 1821 é atingido por um sismo que causou ainda mais estragos.
Pelas imagens parece ser um lugar lindíssimo, cheio de história e com muito para ver.
Para mais informações.
Se resolverem visitar aqui estão algumas sugestões de hotéis:
- Melia Granada
- Abadia Hotel
16 janeiro, 2007
Lisboa - século XV
No capítulo XXVI, Martim Regos chega à cidade de Lisboa e descreve o que vê, dando-nos uma ideia de como seria a cidade nos meados do século XV.
Martim Regos refere que entrou na cidade "pelas portas que chamam de Santo Antão". Hoje, na cidade temos uma rua com esse mesmo nome (Rua das Portas de Santo Antão).
Ao Rossio chamavam Valverde. Às terças-feiras havia feira no Rossio e gentes de todos os lados vinham vender aqui as suas mercadorias nomeadamente, alfaias, panos de lã, loiças, calçado, sementes, frutas, gamelas, caldeiros, gaiolas, etc.
A escadaria da Sé estava "pejada de pedintes de toda a sorte".
Hoje, a zona do Rossio, Baixa e Sé continuam a ser o centro da cidade. Ruas cheias de comércio, com lojas e vendedores de rua com os mais variados tipos de produtos e, como não poderia deixar de ser, muitos turistas.
Mudam-se os tempos, a fisionomia da cidade, mas o espírito mantém-se.
Aqui ficam algumas fotos da cidade no século XXI:
Martim Regos refere que entrou na cidade "pelas portas que chamam de Santo Antão". Hoje, na cidade temos uma rua com esse mesmo nome (Rua das Portas de Santo Antão).
Ao Rossio chamavam Valverde. Às terças-feiras havia feira no Rossio e gentes de todos os lados vinham vender aqui as suas mercadorias nomeadamente, alfaias, panos de lã, loiças, calçado, sementes, frutas, gamelas, caldeiros, gaiolas, etc.
A escadaria da Sé estava "pejada de pedintes de toda a sorte".
Hoje, a zona do Rossio, Baixa e Sé continuam a ser o centro da cidade. Ruas cheias de comércio, com lojas e vendedores de rua com os mais variados tipos de produtos e, como não poderia deixar de ser, muitos turistas.
Mudam-se os tempos, a fisionomia da cidade, mas o espírito mantém-se.
Aqui ficam algumas fotos da cidade no século XXI:
Será??
“ Martim Regos encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia.”
In a Lenda de Martim Regos, pág. 589.
“Rafael Hitlodeu, pois é o seu nome. (...) Nasceu em Portugal e deixou aos irmãos os bens que por herança paterna lhe tinham cabido em sorte. Levado pelo desejo de ver e conhecer as mais longínquas regiões do mundo, juntou-se a Américo Vespúcio e acompanhou-o em três das suas quatro viagens, cujo relato corre mundo.”
In Utopia de Thomas More.
Será este Rafael (personagem da Utopia) o nosso herói Martim Regos?
In a Lenda de Martim Regos, pág. 589.
“Rafael Hitlodeu, pois é o seu nome. (...) Nasceu em Portugal e deixou aos irmãos os bens que por herança paterna lhe tinham cabido em sorte. Levado pelo desejo de ver e conhecer as mais longínquas regiões do mundo, juntou-se a Américo Vespúcio e acompanhou-o em três das suas quatro viagens, cujo relato corre mundo.”
In Utopia de Thomas More.
Será este Rafael (personagem da Utopia) o nosso herói Martim Regos?
15 janeiro, 2007
Curriculum Vitae de Martim Regos
1459- Funcionário de uma saboaria do Infante D. Henrique.
1476- Viaja com Fernão Teles, à procura de novas ilhas.
1483 – Espião ao serviço de D. João II
1488 –Escravo no continente africano
1501 – Parte numa embarcação de Vespúcio e vai reconhecer a costa brasileira
1507- Martim Regos sobe o rio Nilo e descobre a conflûencia do Nilo Branco com o Nili azul
1509- Percorre a India em busca do Himalaia
1515 –Encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia
1537 –Em Coimbra é condenado à fogueira, mas acaba por receber clemência e é desterrado para o Brasil.
1476- Viaja com Fernão Teles, à procura de novas ilhas.
1483 – Espião ao serviço de D. João II
1488 –Escravo no continente africano
1501 – Parte numa embarcação de Vespúcio e vai reconhecer a costa brasileira
1507- Martim Regos sobe o rio Nilo e descobre a conflûencia do Nilo Branco com o Nili azul
1509- Percorre a India em busca do Himalaia
1515 –Encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia
1537 –Em Coimbra é condenado à fogueira, mas acaba por receber clemência e é desterrado para o Brasil.
Lei dos Mouros
“ Foi ainda em caminho de Granada que me ensinou meu pai Abu as cinco colunas da Lei dos mouros...”
In A Lenda de Martim Regos, pág.79
Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo
- Orar cinco vezes ao longo do dia
- Pagar dádivas rituais
- Observar o jejum no Ramadão
- Fazer a peregrinação a Meca.
In A Lenda de Martim Regos, pág.79
Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo
- Orar cinco vezes ao longo do dia
- Pagar dádivas rituais
- Observar o jejum no Ramadão
- Fazer a peregrinação a Meca.
Para um grande crime, um castigo não menos violento ...
«(...) logo ao dia seguinte foram a esquartejar os três homens por quatro cavalos inteiros da casa do senhor Infante. E a cada qual foi atada uma corda em cada perna e em cada braço, e as quatro cordas foram a atar cada qual por sua vez ao arreio de um cavalo, e logo havendo ordem do senhor Infante, se puseram os quatro cavalos puxando cada qual para seu lado, até que se descalçaram os ossos dentro da carne dos homens, e que seus corpos se acharam desmoídos, que em menos de um páter-nóster de anarem puxando os cavalos, já não havia para eles remédio.
E as mulheres foram a matar em forca (...)»
in A Lenda de Martim Regos, P. 51E as mulheres foram a matar em forca (...)»
E assim se fazia justiça. Pouco valor se dava à vida humana.
14 janeiro, 2007
Hoje foi assim

Estava uma manhã de nevoeiro, muito frio e Lisboa estava deserta. Ainda assim nada serviu de entrave a mais um encontro do À volta das letras.
Valeu-nos o calor humano e o prazer de estarmos novamente juntos, sentados numa esplanada com o Castelo de S. Jorge a servir de cenário lá se passou mais uma manhã.
Muita conversa, o que se leu, os filmes vistos, a entrevista de Ricardo Araújo de Pereira, as peças de teatro que vão estrear e que queremos ver, enfim mais uma vez o tempo passou muito rápido.
Ficou então decidido que o próximo encontro seria no Café Martinho da Arcada, o livro que já estamos a ler – Lenda de Martim Regos de Pedro Canais, o próximo encontro no dia 11 de Fevereiro às 10h30.
Boas leituras.
13 janeiro, 2007
Até amanhã!
Amanhã lá estaremos, 10h30 junto a entrada do Castelo de S. Jorge, vamos falar dos contos que lemos durante o mês de Dezembro e também da Lenda de Martim Regos que algumas pessoas começaram já a ler.
Até lá!
12 janeiro, 2007
Passaporte de Martim Regos
-Gau
- Melinde
- Lisboa - Tumbuctu - Alcocer
- Granada - São Tomé - Elusor
- Almeria - Ilhas do Cabo Verde - Cairo
- Melilha - Açores - Calecute
- Ceuta - Veneza - Munbaim
- Tânger - Jerusalém - Goa
- Arzila - Meca - Cochim
- Funchal - Adém - Malaca
- Arguim - Zeila - Nantó
- S. Jorge da Mina - Luanda - Antuérpia
- Bourém -Saõ Vicente - Singapura
- Lisboa - Tumbuctu - Alcocer
- Granada - São Tomé - Elusor
- Almeria - Ilhas do Cabo Verde - Cairo
- Melilha - Açores - Calecute
- Ceuta - Veneza - Munbaim
- Tânger - Jerusalém - Goa
- Arzila - Meca - Cochim
- Funchal - Adém - Malaca
- Arguim - Zeila - Nantó
- S. Jorge da Mina - Luanda - Antuérpia
- Bourém -Saõ Vicente - Singapura
11 janeiro, 2007
Como se escolhe um livro
“ O dia em que eu comecei querendo ser rico, não sei bem ao certo qual haja sido, mas a verdade é que deixando de querer ser santo, logo ao dia seguinte teve seu começo a história que havia de levar-me à grande de Granada e bem assim a ver diante dos meus olhos seu soldão e a fazer vida do mesmo modo que fazem os mouros em suas cidades livremente.”
In a Lenda de Martim Regos, pág. 69.
Li no Entre Estantes que para escolher um livro devemos ler a página 69 se esta nos cativar é porque o livro é bom senão é melhor escolhermos outro. Nunca tinha ouvido falar desta teoria e acho-a um bocadinho injusta para com o escritor.
Vejamos o caso do nosso livro, tem perto de 600 páginas em português antigo, das seiscentas páginas cinco são de bibliografia consultada pelo autor. Não me parece que lendo apenas uma página baste para ver se o livro me vá aguardar ou não.
A técnica que comecei recentemente a usar é ler as primeiras 30 páginas se o livro me agarrar continuo senão volta para a fila de espera (que já vai longa, por sinal). Depois a outros factores, por exemplo há tipos de livros que só gosto de ler em férias, outros que são para ler a lareira, outros no autocarro. Enfim depende tudo do meu estado de espírito.
In a Lenda de Martim Regos, pág. 69.
Li no Entre Estantes que para escolher um livro devemos ler a página 69 se esta nos cativar é porque o livro é bom senão é melhor escolhermos outro. Nunca tinha ouvido falar desta teoria e acho-a um bocadinho injusta para com o escritor.
Vejamos o caso do nosso livro, tem perto de 600 páginas em português antigo, das seiscentas páginas cinco são de bibliografia consultada pelo autor. Não me parece que lendo apenas uma página baste para ver se o livro me vá aguardar ou não.
A técnica que comecei recentemente a usar é ler as primeiras 30 páginas se o livro me agarrar continuo senão volta para a fila de espera (que já vai longa, por sinal). Depois a outros factores, por exemplo há tipos de livros que só gosto de ler em férias, outros que são para ler a lareira, outros no autocarro. Enfim depende tudo do meu estado de espírito.
08 janeiro, 2007
O próximo encontro

Domingo dia 14 às 10h30 vamos estar no Castelo de S. Jorge. É o primeiro encontro do ano, conto com todos para mais uma conversa animada.
Já começaram a ler o livro do próximo mês?
03 janeiro, 2007
02 janeiro, 2007
Impressões de leitura ...
Ainda não passei as primeiras trinta páginas de A lenda de Martim Regos, mas apetece-me partilhar, aqui, convosco algumas impressões de leitura.
Martim Regos a mando de Bento Garcia vai espiando o povo e denunciando quem faz sabão em casa. Quem detinha o monopólio de todas as saboarias do reino era o Infante D. Henrique. Porquê? Alguém sabe explicar porque motivo o sabão era um bem proibido de fazer e vender por particulares, mesmo que para seu uso pessoal?
A roda dos enjeitados. Quando nascia uma criança indesejada era deixada na roda dos enjeitados. Esta roda estava normalmente nos conventos, acho que não existia nas igrejas e permitia deixar a criança sem a pessoa ser identificada. Era uma solução para quem não queria ou pelas mais diversas razões não podia criar uma criança. O destino destas crianças, na grande maioria das vezes, era a vida do convento.
Sobre a investida da Madre ao nosso Martim Regos (P. 26 e 27), quando esta lhe explica como é que a alma está repartida em três partes, não pude de deixar de me lembrar do filme O Decameron, de Pier Paolo Pasolini, e o episódio de um jovem que é aceite num convento para trabalhar e todas as peripécias com as freiras que daí advêm. Vi este filme já há uns bons anos e lembro-me de quase não acreditar no que estava a ver. Fartei-me de rir. Mas o melhor é verem o filme.
A roda dos enjeitados. Quando nascia uma criança indesejada era deixada na roda dos enjeitados. Esta roda estava normalmente nos conventos, acho que não existia nas igrejas e permitia deixar a criança sem a pessoa ser identificada. Era uma solução para quem não queria ou pelas mais diversas razões não podia criar uma criança. O destino destas crianças, na grande maioria das vezes, era a vida do convento.
Sobre a investida da Madre ao nosso Martim Regos (P. 26 e 27), quando esta lhe explica como é que a alma está repartida em três partes, não pude de deixar de me lembrar do filme O Decameron, de Pier Paolo Pasolini, e o episódio de um jovem que é aceite num convento para trabalhar e todas as peripécias com as freiras que daí advêm. Vi este filme já há uns bons anos e lembro-me de quase não acreditar no que estava a ver. Fartei-me de rir. Mas o melhor é verem o filme.
Martim Regos ...
Nasce, em 1453, em Torres Novas. Queria ser "santo e muito abençoado pela Santa Madre Igreja e venerado por toda a cristandade".
A mãe, como não tem condições para o criar, deixa-o em casa de um senhor de seu nome Bento Garcia. Martim Regos tinha mais oito ou nove irmãos.
Penso que até sensivelmente à II Guerra Mundial era comum os casais terem mais do que dois filhos. A partir dessa altura, outras preocupações surgiram e cada vez mais as pessoas pensam antes de ter filhos.
A mãe, como não tem condições para o criar, deixa-o em casa de um senhor de seu nome Bento Garcia. Martim Regos tinha mais oito ou nove irmãos.
Penso que até sensivelmente à II Guerra Mundial era comum os casais terem mais do que dois filhos. A partir dessa altura, outras preocupações surgiram e cada vez mais as pessoas pensam antes de ter filhos.
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