Martim Regos - o herói da história, destemido e aventureiro.
Bento Garcia - dono de uma saboaria em Torres Novas.
Briolanja - "a puta mandante na putaria velha".
Lázara, Crisanta e Maria Labareda - "putas de ajuntamento carnal".
Infante D. Henrique - o Navegador.
Dom Lopo de Almeida - Alcaide de Torres Novas.
Francisco, Diogo (Prior do Crato) e Jorge - filhos de D. Lopo de Almeida.
António - Judeu e físico.
Abdalá, Abu ou Ibraim - pai mouro de Martim Regos.
Libânia, a Galega - mãe de Isabel.
Isabel - filha de Libânia.
Abderame - o cego.
Príncipe Mafamede - filho de Mulei Mafamede Xeque.
Príncipe Dom João
João Gonçalves da Câmara - Capitão da Ilha da Madeira.
Bartolomeu - o negro.
Brázia - a negra com quem Martim Regos teve ajuntamento.
Mestre Jacó - Judeu, pai "sem serventia" de Martim Regos.
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05 fevereiro, 2007
São Bartolomeu
Martim Regos apelida o negro que o irá acompanhar na procura do ouro de Bartolomeu, porque lhe pareceu que alguém também tentou esfolar em vida este negro.
Nesta terceira parte, percebemos o pouco que valia a vida de um negro.
Nesta terceira parte, percebemos o pouco que valia a vida de um negro.
Lenda
“Porém , coisa maior ainda quis o príncipe Dom João que eu fizesse, pois era já com o caminho da Índias que andava então cismando este príncipe e bem assim com certa amizade que queria fazer com um Preste João que em tais partes havia de haver governando.”In A Lenda de Martim Regos, pág.180
E pensar que uma das motivações para a expansão ultramarina foi conhecer o Preste João que não passava de um mito.
01 fevereiro, 2007
Onde anda ele por esta altura....
Cheguei ao final da 2ª parte.
Deixei Martim Regos fechado na câmara do Castelo de S. Jorge rodeado de livros. Até aqui chegar Martim Regos fugiu de Torres Novas, depois de brutalmente espancado sobreviveu em Lisboa, conheceu o seu novo pai que o levou para Granada, converteu-se ao Islão, aprendeu a ler e escrever, apaixonou-se perdidamente e em nome dessa paixão parte para Arzila. Quer enriquecer para poder resgatar a sua Isabel, mas é capturado por portugueses e embarca para Portugal onde conhece o rei de Portugal D. Afonso V e o príncipe D. João.
Muito agitada a vida deste nosso Martim. Agora ele já não quer ser santo, nem rico mas sim sábio!
29 janeiro, 2007
Diferenças entre mouros e cristãos
Através de Martim Regos apercebemo-nos de algumas diferenças entre cristãos e mouros. Martim Regos sabia ler e escrever ao contrário de uma jovem cristã da sua idade. Os mouros tinham o hábito dos banhos, tinham o hamém dos banhos, um espaço público, ao contrário dos portugueses que cheiravam mal e tomavam banho "uma vez na vida".
Guerra das Rosas
«E em Inglaterra disse como seguiam os ingleses matando-se uns aos outros por amor de uma rosa branca e de uma rosa encarnada (...).»
in A Lenda de Martim Regos, P. 172
Sobre a Guerra das Rosas, aqui.
in A Lenda de Martim Regos, P. 172
Sobre a Guerra das Rosas, aqui.
26 janeiro, 2007
Martim Regos está apaixonado
“Porém tremuras me vieram e desassossegos, que foi vendo outra vez seus modos e suas mãos e seus beiços e compostura de narizes, que mais e mais eu queria ver de perto como era cada coisa, e masi e mais eu me fui acercando o tanto que podia.
(...)
E foi mui desconcertado que fiquei de minha alma e sem saber mais o tanto que havia a fazer.”
In A Lenda de Martim Regos, pág. 97/98
Já todos passamos por esta turbilhão de emoções de estar apaixonado. Quando lemos estas descrições conseguimos perceber exactamente o que o personagem está a sentir. Talvez por isso se diga que o amor é um sentimento universal.
Numa homenagem a este sentimento, aqui fica alguns testemunhos nas mais diferentes formas de expressão:
Livro: Romeu e Julieta de William Shakespeare escrito no século XVI, é uma das obras mais adaptadas tanto no cinema como no teatro. Retrata a história de amor entre dois jovens de famílias rivais.
Filme: As pontes de Madison Conty, baseado num livro de Robert Waller este filme foi dirigido e representado por Clint Eastwood em 1995. Conta a história de um fotografo forasteiro e de uma mulher casada que se apaixonam e ... Talvez um dos poucos filmes que considero ter superado o livro.
Poesia: Entre muitos outros
(...)
E foi mui desconcertado que fiquei de minha alma e sem saber mais o tanto que havia a fazer.”
In A Lenda de Martim Regos, pág. 97/98
Já todos passamos por esta turbilhão de emoções de estar apaixonado. Quando lemos estas descrições conseguimos perceber exactamente o que o personagem está a sentir. Talvez por isso se diga que o amor é um sentimento universal.
Numa homenagem a este sentimento, aqui fica alguns testemunhos nas mais diferentes formas de expressão:
Livro: Romeu e Julieta de William Shakespeare escrito no século XVI, é uma das obras mais adaptadas tanto no cinema como no teatro. Retrata a história de amor entre dois jovens de famílias rivais.
Filme: As pontes de Madison Conty, baseado num livro de Robert Waller este filme foi dirigido e representado por Clint Eastwood em 1995. Conta a história de um fotografo forasteiro e de uma mulher casada que se apaixonam e ... Talvez um dos poucos filmes que considero ter superado o livro.
Poesia: Entre muitos outros
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Pintura: O Beijo, Gustavo Klimt
Blogue: Amorizade
25 janeiro, 2007
Pêras emborrachadas ou bêbadas

"Quis então meu pai saber se me haviam dado vinho a beber secretamente ou peras emborrachadas ou águas de maçã arrecadada, pois tais coisas que eu ali estava dizendo não lhe pareciam senão pensares de cristão avinhado."
In a Lenda de Martim Regos, pág. 96
Penso que as pêras emborrachas de que Martim Regos fala sejam hoje as pêras bêbadas. Aqui fica uma receita das pêras bêbadas, provavelmente mais requintada do que no tempo de Martim Regos. Bom apetite.
Ingredientes:
250g de açúcar
2,5 dl a 3dl de vinho tinto de boa qualidade
1 dl de água1 pau de canela1 casca de limão
8 pêras
Levar o açúcar ao lume num tacho (onde as pêras consigam caber em pé, lado a lado) com o vinho, a água, o pau de canela e a casca de limão. Deixar ferver sobre lume brando cerca de 10 a 15 minutos.Descascar as pêras, mas com o cuidado de lhes deixar os pés. Introduzir as pêras na calda de açúcar e vinho tinto.Tapar e deixar ferver, em lume brando, até as pêras estarem macias. É importante ir regando as pêras com o molho. Servir as pêras polvilhas com açúcar em pó e bolas de gelado de amêndoa.
24 janeiro, 2007
Lenda dos Seteais

"Deixando meu pai de contar por sua voz as lendas e fábulas...”
In a Lenda de Martim Regos, pág. 91
Não resisto a contar esta lenda da vila de Sintra. Sempre gostei muito desta história e quando passo nos Seteais dou sempre um grito para ouvir o eco.
Não resisto a contar esta lenda da vila de Sintra. Sempre gostei muito desta história e quando passo nos Seteais dou sempre um grito para ouvir o eco.
Conta a lenda que quando Sintra ainda pertencia aos mouros, um dos primeiros cavaleiros cristãos a subir a serra de Xentra (como os mouros chamavam a Sintra) foi D. Mendo de Paiva. No meio da confusão da debandada de uns e chegada de outros, encontrou-se junto a uma pequena porta secreta por onde fugiram vários mouros da fortaleza. Entre eles viu uma moura muito bonita, acompanhada pela velha aia.
Ao dar com os olhos no cristão, a moura suspirou por se sentir descoberta, e a velha, que ainda não reparara no cavaleiro, apressou-se a pedir-lhe que não suspirasse. Porém, reparando no olhar da ama, fixo num ponto determinado, seguiu-o e viu finalmente o inimigo, que sorridente lhe disse:
- Acaba o que ias dizendo!
Mas a velha, de sobrolho carregado, respondeu-lhe:
- O que tenho para dizer não serve para ouvires, cáfir! Os cristãos já têm tudo quanto queriam: os nossos bens, as nossas terras, o castelo. Vai-te! Vai-te e deixa-nos em paz, conforme o combinado.
- Vai-te tu, velha! A rapariga é minha prisioneira!
A moura, ao ouvir tal coisa, suspirou novamente, de medo e comoção. A velha, ao ouvir aquele novo ai, achou que era melhor confessar o seu segredo ao cristão:
- Não digas mais nada, cristão! Não digas mais nada, que a minha ama carrega desde o berço uma terrível maldição!...
- Como assim velha?!- perguntou o cavaleiro, ao mesmo tempo que a moura dava o terceiro suspiro.
- Ah, cavaleiro! À nascença a minha ama foi amaldiçoada por uma feiticeira que odiava a sua mãe por lhe ter roubado o homem que amava. Fadou-a a morrer no dia em que desse sete ais... e como vês, já deu três!
D. Mendo deu uma alegre gargalhada, e a jovem outro ai.
- Não acredito nessas coisas, velha! Olha, a partir de agora ambas ficarão à minha guarda. Eu quero para mim a tua bela ama!
A moura suspirou de novo e a velha, numa aflição sem limites, gritou:
- Ouviste, cavaleiro, ouviste?! É o quinto ai! Que Alá lhe possa valer!
- Não tenhas medo! Espera aqui um pouco... Voltarei para vos levar a um sítio sossegado!
O cristão afastou-se rapidamente e, assim que desapareceu dentro das muralhas, um grupo de mouros que ouvira a conversa surgiu subitamente para roubar as duas mulheres. Com um golpe de adaga cortaram a cabeça à velha, que nem teve tempo de dar um ai. A jovem é que, ao ver a sua velha aia morrer daquele modo inesperado e cruel, soltou um novo e dolorido ai.
Era o sexto, e o sétimo foi a última coisa que disse, no momento em que viu a adaga voltear para lhe cair sobre o pescoço.
Quando pouco depois D. Mendo voltou com uma escolta, ficou tristemente espantado: afinal cumprira-se a maldição!
D. Mendo jurou vingança e a partir desse dia tornou-se o cristão mais desapiedado que os mouros jamais encontraram no seu caminho.
E, em memória da moura que desejara e uma maldição matara, chamou, àquele recanto de Sintra, Seteais.
Ainda hoje, nos belos jardins de Seteais há um sítio onde se alguém disser um "ai" ouvirá um eco que o repetirá seis vezes, ouvindo-se assim sete ais em honra da mouro que um dia lá morreu.
Isabel de Solis
“Por esse tempo andou correndo voz entre os mais dos mouros que o soldão de Granada andava fazendo muita soma de desvergonhas publicamente em seu paço de Alhambra, que era com uma sua cativa cristã que chamavam Isabel Solis.”
In a Lenda de Martim Regos, pág. 88
In a Lenda de Martim Regos, pág. 88
Isabel de Solis foi feita prisioneira durante uma batalha entre cristãos e muçulmanos e levada para Alhambra.
Muley Hacén rei de Granada apaixonou-se pela cristã. Depois de convertida à religião islâmica passa a chamar-se de Zoraya e torna-se a esposa principal de Muley Hacén.
Esta decisão do Rei vai provcocar disputas e intrigas internas com o a Sultana Aixa (até então esposa principal)e seus apoiantes.
Muley Hacén acaba por abdicar do seu trono para o irmão Zagal que mais tarde é derrotado pelos reis católicos (1492).
Reza a história que depois de Muley Hacén morrer Zoraya volta a converter-se na religião cristã.
Zoraya ou Isabel de Solis tem inspirado muitos escritores e já foram publicados alguns livros que contam a vida dela, o último em 2000 de Laurence Vidal que publicou Los Amantes de Granada.
Muley Hacén rei de Granada apaixonou-se pela cristã. Depois de convertida à religião islâmica passa a chamar-se de Zoraya e torna-se a esposa principal de Muley Hacén.
Esta decisão do Rei vai provcocar disputas e intrigas internas com o a Sultana Aixa (até então esposa principal)e seus apoiantes.
Muley Hacén acaba por abdicar do seu trono para o irmão Zagal que mais tarde é derrotado pelos reis católicos (1492).
Reza a história que depois de Muley Hacén morrer Zoraya volta a converter-se na religião cristã.
Zoraya ou Isabel de Solis tem inspirado muitos escritores e já foram publicados alguns livros que contam a vida dela, o último em 2000 de Laurence Vidal que publicou Los Amantes de Granada.
23 janeiro, 2007
Imperdoável...

Ainda não escrevemos nada acerca do nosso escritor. A verdade é que não há muita informação na net sobre ele, o que conseguimos foi aqui.
Quanto a foto, a qualidade não é das melhores mas só conseguimos esta.
Praça de Arzila
Martim Regos procura na praça de Arzila (Marrocos) o ouro que lhe permita ficar rico e pagar a fiança de Isabel.
Arzila foi conquistada pelos portugueses em 1471. A história de Arzila, aqui.
Arzila foi conquistada pelos portugueses em 1471. A história de Arzila, aqui.
17 janeiro, 2007
Alhambra

“Pranto havia então somente na alma de meu pai Abu, que antes ainda que fôssemos a nossas casas, fomos à grande mesquita fazer muitas rezas a Alá, rogando muitas vezes por Sua misericórdia infinita e isto foi com jura que fez meu pai, jurada três vezes, de não mais subir ao em dias de sua vida, em quanto fosse vivo o novo soldão.”
In A lenda de Martim Regos, pág. 83
Alhambra é um palácio rodeado de arvores que fica situado no cimo de uma colina em Granada. Alhambra significa vermelho em árabe, a quem diga que lhe foi atribuído esse nome porque a muralha que rodeia o palácio foi construída com um tijolo dessa cor.
O palácio foi construído entre os anos de 1248 e 1354 nos reinados de Ibn-al-Ahmar e seus sucessores, não há certezas no que respeita aos nomes dos arquitectos e artistas envolvidos neste projecto.
Desde 1492, data da conquista cristã, este Palácio tem sofrido algumas alterações às mãos dos invasores. D. Carlos V (Imperador do Sacro Império Romano Germânico), alterou-o ao estilo renascentista, Filipe V de Espanha modificou os quartos ao seu gosto. Napoleão tentou mesmo destrui-lo por inteiro mas um valente soldado desmontou algumas das bombas que tinham instalado e salvou parte do monumento. Em 1821 é atingido por um sismo que causou ainda mais estragos.
Pelas imagens parece ser um lugar lindíssimo, cheio de história e com muito para ver.
Para mais informações.
Se resolverem visitar aqui estão algumas sugestões de hotéis:
- Melia Granada
- Abadia Hotel
16 janeiro, 2007
Lisboa - século XV
No capítulo XXVI, Martim Regos chega à cidade de Lisboa e descreve o que vê, dando-nos uma ideia de como seria a cidade nos meados do século XV.
Martim Regos refere que entrou na cidade "pelas portas que chamam de Santo Antão". Hoje, na cidade temos uma rua com esse mesmo nome (Rua das Portas de Santo Antão).
Ao Rossio chamavam Valverde. Às terças-feiras havia feira no Rossio e gentes de todos os lados vinham vender aqui as suas mercadorias nomeadamente, alfaias, panos de lã, loiças, calçado, sementes, frutas, gamelas, caldeiros, gaiolas, etc.
A escadaria da Sé estava "pejada de pedintes de toda a sorte".
Hoje, a zona do Rossio, Baixa e Sé continuam a ser o centro da cidade. Ruas cheias de comércio, com lojas e vendedores de rua com os mais variados tipos de produtos e, como não poderia deixar de ser, muitos turistas.
Mudam-se os tempos, a fisionomia da cidade, mas o espírito mantém-se.
Aqui ficam algumas fotos da cidade no século XXI:
Martim Regos refere que entrou na cidade "pelas portas que chamam de Santo Antão". Hoje, na cidade temos uma rua com esse mesmo nome (Rua das Portas de Santo Antão).
Ao Rossio chamavam Valverde. Às terças-feiras havia feira no Rossio e gentes de todos os lados vinham vender aqui as suas mercadorias nomeadamente, alfaias, panos de lã, loiças, calçado, sementes, frutas, gamelas, caldeiros, gaiolas, etc.
A escadaria da Sé estava "pejada de pedintes de toda a sorte".
Hoje, a zona do Rossio, Baixa e Sé continuam a ser o centro da cidade. Ruas cheias de comércio, com lojas e vendedores de rua com os mais variados tipos de produtos e, como não poderia deixar de ser, muitos turistas.
Mudam-se os tempos, a fisionomia da cidade, mas o espírito mantém-se.
Aqui ficam algumas fotos da cidade no século XXI:
Será??
“ Martim Regos encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia.”
In a Lenda de Martim Regos, pág. 589.
“Rafael Hitlodeu, pois é o seu nome. (...) Nasceu em Portugal e deixou aos irmãos os bens que por herança paterna lhe tinham cabido em sorte. Levado pelo desejo de ver e conhecer as mais longínquas regiões do mundo, juntou-se a Américo Vespúcio e acompanhou-o em três das suas quatro viagens, cujo relato corre mundo.”
In Utopia de Thomas More.
Será este Rafael (personagem da Utopia) o nosso herói Martim Regos?
In a Lenda de Martim Regos, pág. 589.
“Rafael Hitlodeu, pois é o seu nome. (...) Nasceu em Portugal e deixou aos irmãos os bens que por herança paterna lhe tinham cabido em sorte. Levado pelo desejo de ver e conhecer as mais longínquas regiões do mundo, juntou-se a Américo Vespúcio e acompanhou-o em três das suas quatro viagens, cujo relato corre mundo.”
In Utopia de Thomas More.
Será este Rafael (personagem da Utopia) o nosso herói Martim Regos?
15 janeiro, 2007
Curriculum Vitae de Martim Regos
1459- Funcionário de uma saboaria do Infante D. Henrique.
1476- Viaja com Fernão Teles, à procura de novas ilhas.
1483 – Espião ao serviço de D. João II
1488 –Escravo no continente africano
1501 – Parte numa embarcação de Vespúcio e vai reconhecer a costa brasileira
1507- Martim Regos sobe o rio Nilo e descobre a conflûencia do Nilo Branco com o Nili azul
1509- Percorre a India em busca do Himalaia
1515 –Encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia
1537 –Em Coimbra é condenado à fogueira, mas acaba por receber clemência e é desterrado para o Brasil.
1476- Viaja com Fernão Teles, à procura de novas ilhas.
1483 – Espião ao serviço de D. João II
1488 –Escravo no continente africano
1501 – Parte numa embarcação de Vespúcio e vai reconhecer a costa brasileira
1507- Martim Regos sobe o rio Nilo e descobre a conflûencia do Nilo Branco com o Nili azul
1509- Percorre a India em busca do Himalaia
1515 –Encontra-se com Thomas More e inventa a história da ilha da Utopia
1537 –Em Coimbra é condenado à fogueira, mas acaba por receber clemência e é desterrado para o Brasil.
Lei dos Mouros
“ Foi ainda em caminho de Granada que me ensinou meu pai Abu as cinco colunas da Lei dos mouros...”
In A Lenda de Martim Regos, pág.79
Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo
- Orar cinco vezes ao longo do dia
- Pagar dádivas rituais
- Observar o jejum no Ramadão
- Fazer a peregrinação a Meca.
In A Lenda de Martim Regos, pág.79
Os cinco pilares do Islão são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- A recitação e aceitação do credo
- Orar cinco vezes ao longo do dia
- Pagar dádivas rituais
- Observar o jejum no Ramadão
- Fazer a peregrinação a Meca.
Para um grande crime, um castigo não menos violento ...
«(...) logo ao dia seguinte foram a esquartejar os três homens por quatro cavalos inteiros da casa do senhor Infante. E a cada qual foi atada uma corda em cada perna e em cada braço, e as quatro cordas foram a atar cada qual por sua vez ao arreio de um cavalo, e logo havendo ordem do senhor Infante, se puseram os quatro cavalos puxando cada qual para seu lado, até que se descalçaram os ossos dentro da carne dos homens, e que seus corpos se acharam desmoídos, que em menos de um páter-nóster de anarem puxando os cavalos, já não havia para eles remédio.
E as mulheres foram a matar em forca (...)»
in A Lenda de Martim Regos, P. 51E as mulheres foram a matar em forca (...)»
E assim se fazia justiça. Pouco valor se dava à vida humana.
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