28 outubro, 2007

Literatura de viagens

«Há dias em que uma pessoa não deve sair à rua. (...) Só que nunca a tinha visto tão honrosamente tratada como em título de antologia, no caso, literatura de viagens: I Should Have Stayed Home. (...)»

Aqui está um título interessante para um livro de viagens! Atenção são as piores viagens de grandes escritores. Reunir num livro as piores viagens de grandes escritores parece-me uma ideia com piada e simultaneamente estranha!

Onésimo faz as seguintes referências à literatura de viagens nacional:

- História Trágico-Marítima;

- A Holanda de Ramalho Ortigão;

- As Ilhas Desconhecidas de Raul Brandão;

- Descobri Que Era Europeia de Natália Correia;

- A Baía dos Tigres de Pedro Rosa Mendes.

Na minha opinião, a nossa literatura de viagens está pouco desenvolvida. Vejam-se as estantes das livrarias. Que espaço é reservado a esta temática? Por exemplo, em Inglaterra há livrarias dedicadas à literatura de viagens. Por cá, pelo que sei, há muito poucas livrarias temáticas. Estou-me a lembrar de livrarias dedicadas à literatura-infantil e, por exemplo, a Garfos & Letras (dedicada à gastronomia) e pouco mais. Conhecem mais alguma?

A esta lista referida pelo Onésimo Teotónio Almeida, acrescentaria mais um autor, o Gonçalo Cadilhe, que através das suas crónicas semanais no jornal Expresso vai relatando de forma ímpar as suas viagens. Crónicas que têm sido transformadas em livros, um dos quais lido aqui no À Volta das Letras e que desperta o bichinho das viagens em muita gente.

Neste verão, foram publicados dois livros de viagens de autores portugueses que gostei de descobrir:

- Alma de Viajante de Filipe Morato Gomes;

- Viagens Sentimentais de Tiago Salazar.

Há dias em que realmente não devemos sair de casa, mas ainda bem que esses dias são em menor número do que aqueles nos quais podemos e devemos sair e abrir horizontes, mais não seja lendo!

1 comentário:

totoia disse...

Tb achei muito curioso esta ideia das piores viagens de grandes escritores e concordo contigo não há grande quantidade de literatura de viagens o que é uma pena porque desde que li Gonçalo Cadilhe fiquei a gostar muito desse tipo de leitura.