21 fevereiro, 2007

Trem de onze

«(...) o pai [de Helena] gostava dos sambinhas de Vanzolini, do humor safado e ingênuo de Adoniran, seu tom choroso de quem ria por dentro, de «Trem das Onze», ele assobiava «Trem das Onze» quando saía para ir buscar o jornal, comprar pão, assobiava a entrar no elevador, regressava assobiando outra canção de Adoniran caso tivesse passado pelo boteco (...)»

Trem das Onze

Não posso ficar

Nem mais um minuto com você

Sinto muito amor

Mas não pode ser

Moro em Jaçanã

Se eu perder esse trem

Que sai agora às onze horas

Só amanhã de manhã


Além disso mulher

Tem outra coisa

Minha mãe não dorme

Enquanto eu não chegar

Sou filho único

Tenho minha casa pra olhar

Não posso ficar

Quem não conhece esta música? Fica mesmo no ouvido, não é?

6 comentários:

Aragana disse...

Eu conheço a musica... bolas, agora fiquei a cantar...

totoia disse...

Desde manhã que a ando a cantar... Castigo por não andar a actualizar o blogue.

Mas já comecei a ler o livro e de facto lê-se muito bem. Isto promete...

Dara Martins disse...

Olá!
Pois é, mais uma que se junta ao clube dos que andam a cantar...
Fica no ouvido mesmo :)

Muito obrigado pelo comentário!

Beijinhos,
Dara Martins

Pedro Farinha disse...

é daquelas que se canta no final da noite.

india disse...

Associo-a ao Carnaval... Tem um jeitinho balanceado, bem colorido...Tipo "Hey, meu amigo Charlie..."

"Não posso ficarrr, não posso ficarrrr, nem mais um minuto com vocêeeeeee, sou filho únicoooo, tenho uma casa para olhar...."

luis galego disse...

uma das músicas que me tem acompanhado...