28 julho, 2006

Os nossos hábitos alimentares

«Digo à Graciela que nunca seria capaz de incorporar a meditação e o ioga na minha routine. Sou irrequieto e desconcentrado.(...) Peço-lhe que me fale mais de comer menos.

"Tenta regular o próprio apetite ao longo da refeição. Pergunta-te com regularidade se já não te alimentaste o suficiente. Reduz drasticamente a frequência da carne na tua dieta, regressa às verduras e cereais." Tento imaginar Graciela a dar aulas em Portugal. (...) Falo-lhe da sofreguidão atávica dos Portugueses pela carne, um comportamento que tenta cancelar gerações de desejos não realizados por uma febra, um panado, uma coxa de frango. (...)

A Graciela recorda a importância de confeccionar a nossa alimentação, em vez de delegá-la à indústria alimentar. Comprar de acordo com a época e o território, evitando produtos congelados, importados, fora de temporada, ou processados industrialmente. São conselhos tão evidentes e, no entanto, tão difíceis de por em prática. Alguém se lembra de recusar morangos porque é Janeiro, iogurtes porque têm mais químicos que um laboratório, ou bananas do Equador porque são produzidas "em série" pela multinacional Delmonte?»

in A Lua Pode Esperar, P. 27 e 28

A alimentação deveria ser uma das nossas maiores preocupações e muitas das vezes não o é. Temos um estilo de vida que nos deixa pouco tempo para ter vontade em pensar o que vamos cozinhar para comer. Mas às vezes, é só uma questão de ter força para mudar de atitude .

1 comentário:

totoia disse...

O problema é que (falo po mim), somos pouco organizados, se as refeições fossem pensadas com antecedência, talvez fosse mais fácil não recorrer ao fast food ou as comidas pré-congeladas.